Palmeiras para no 2º tempo, mas Prass e Allione garantem vitória na Libertadores

  • Por Jovem Pan
  • 03/03/2016 23h43
SP - LIBERTADORES/PALMEIRAS X ROSARIO CENTRAL - ESPORTES - Cristaldo, do Palmeiras, comemora seu gol na partida contra o Rosario Central, válida pela 2ª rodada do Grupo 2 da Taça Libertadores da América 2016, no Estádio Allianz Parque, na zona oeste da capital paulista, na noite desta quinta-feira (3). 03/03/2016 - Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDOCristaldo fez o gol no bom primeiro tempo do Palmeiras. Já o segundo foi bem diferente

O Palmeiras é, em muitos momentos, inexplicável. É difícil entender como o atual campeão da Copa do Brasil, mesmo se reforçando, começou o ano tão mal, por exemplo. Na noite desta quinta-feira (03), no Allianz Parque, o alviverde mais uma vez desafiou a razão – especialmente de seus torcedores. Depois de jogar bem no primeiro tempo e abrir o placar, a equipe voltou totalmente diferente depois do intervalo, como se fosse formada por outros jogadores, parou de jogar, sofreu pressão por 45 minutos e dependeu de Fernando Prass para garantir a vitória por 2 a 0 que só se confirmou nos acréscimos.

Assim que a bola começou a rolar, começou também a chover muito forte. A enorme quantidade de água, no entanto, não atrapalhou o jogo de futebol e, logo aos dois minutos Ruben foi desarmado por Vítor Hugo e, na sobra, Cervi bateu para fora com desvio. Pouco depois, o Verdão respondeu: Robinho aproveitou sobra dentro da área, limpou a jogada e bateu de esquerda por cima.

A chance acendeu o time palmeirense, que cresceu em campo. Aos sete minutos, Cristaldo enfiou para Dudu, que invadiu a área e tocou no canto, mas a bola raspou a trave antes de sair. Na sequência, após chutão de Fernando Prass, Dudu passou para Gabriel Jesus dividir com a zaga. A sobra ficou com Cristaldo, que, bem ao seu estilo brigador, ganhou da defesa e do goleiro antes de mandar para dentro. Mesmo sem conseguir manter a posse de bola, o time paulista seguiu melhor e só não ampliou porque Gabriel Jesus foi pego em impedimento inexistente ao sair na cara do gol. Depois, Cristaldo recebeu de Dudu e bateu forte, para fora.

O problema é que o Palmeiras não voltou o mesmo do intervalo. Pelo contrário: muito recuada, a equipe deu espaço para o Rosario crescer e pressionar. Em confusão na área, Cervi tentou duas vezes e parou em Fernando Prass. Depois, o goleiro saiu mal para cortar cruzamento, mas se recuperou ao defender o chute de Da Campo na sobra.

O protagonismo de Prass estava só começando. Cervi avançou na área, Robinho chegou atrasado e fez pênalti. Na cobrança, Marco Ruben bateu no canto direito do goleiro, que caiu para fazer grande defesa. Pouco depois, o mesmo Ruben saiu da marcação na área e, na cara do gol, parou em saída precisa do arqueiro alviverde.

Ao invés de acordar no jogo, o Palmeiras continuou sem ver a bola na segunda etapa, levando sustos a cada vez que o adversário subia ao ataque. Em uma delas, Ruben saiu na cara do gol, e encobriu Fernando Prass, mas mandou por cima. E foi assim até o fim: o alviverde não viu a cor da bola, não conseguiu segurar a posse por míseros segundos e se limitou a se defender como pode. Só aos 48 minutos do segundo tempo é que, em contra-ataque, a parada foi decidida: Allione recebeu pelo meio, saiu da marcação e tocou na saída do goleiro para ampliar.

A vitória mais que sofrida garantiu ao Verdão a liderança do Grupo 2 com quatro pontos, contra dois do Nacional, dois do River Plate e um do Rosario. Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Nacional, enquanto o Rosario pega o River na Argentina.