Pontos positivos e negativos da MP 671 movimentam reunião entre clubes e CBF

  • Por Jovem Pan
  • 09/04/2015 14h01
Modesto Roma Junior

Na última quarta-feira, 8, no Rio de Janeiro, clubes importantes do futebol brasileiro e membros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se reuniram para examinar as medidas preconizadas pela MP 671, aprovada pelo Governo Federal, no último mês.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o Diretor de Finanças da Confederação, Rogério Caboclo, destacou os pontos convergentes e divergentes da reunião. De acordo com Caboclo, os clubes gostaram muito da ideia de estabelecer um fair play financeiro e tributário, com responsabilidade na gestão e regras duras de administração a serem seguidas pelos clubes.

Por outro lado, outras questões preocupam as equipes. “A questão de o clube perder a gestão de sua própria corrente, ou seja, ter que comprovar que todas as suas receitas estão sendo depositadas em uma única conta centralizadora não é razoável”, disse Cabloco.

O diretor também destaca a questão de não se saber as competições que se vai jogar em 2016. “Segundo a MP, os clubes ficam dependentes de ajustes regulamentares e estatutários a serem feitos por outros clubes e federações em todas as esferas. Tudo será decidido em colegiado, não se poderá decidir sozinho”.

Na próxima semana, Marco Polo Del Nero, presidente eleito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)tomará posse em seu novo cargo. Segundo o novo presidente, o objetivo da gestão é ouvir mais as ideias de clubes e sociedade com disposição para dialogar sobre variadas questões futebolísticas.