Por novo Morumbi, diretoria tricolor não descarta mudança do estatuto

  • Por Jovem Pan
  • 26/01/2014 17h07
Construção da cobertura do Morumbi vem criando atrito entre oposição e situação Tricolor

Os sócios são-paulinos tiveram a chance no último sábado de conferir o projeto para a reforma do Morumbi. Apesar do sucesso da iniciativa, o assessor da presidência tricolor, José Francisco Mansur, lamentou a baixa presença de interessados entre o grupo de oposição ao presidente Juvenal Juvêncio, e não descarta uma mudança no estatuto caso haja um boicote na votação do projeto por motivos políticos. 

“O que eu acho que qualquer conselheiro tem o direito de propor a mudança estatutária. A gente tem a convicção  75% dos conselheiros à favor. É uma situação em que você fica sendo governado pela minoria, porque se 24%, 25% se recusarem a entrar, você não tem como alcançar este quórum. Também tem a questão da idade dos conselheiros (que não podem comparecer). O foco do trabalho que me foi dado é dar informação, e estou totalmente focado nisto”, afirmou Mansur.

O plano de reforma do estádio  prevê uma nova cobertura no Morumbi, com isolamento acústico para evitar barulho na vizinhança e um novo estacionamento, exigência feita a muitos anos pelos torcedores. A capacidade do novo palco deve ser reduzida para 25 mil pessoas. 

A grande questão é a resistência dos conseheiros rivais ao projeto. No final de 2013, uma votação para a aprovação da reforma acabou não ocorrendo por causa do boicote dos dirigentes, que afirmaram que não foi divulgado os detalhes do contrato. Como resposta, a diretoria da equipe tricolor deixou disponível desde o último dia 13 todos os aspectos da obra para consulta. mesmo assim, poucos líderes da oposição foram observar as propostas. 

” A parte mais jovem do grupo veio. As lideranças, o candidato a presidente (Kalil Rocha Abdalla), não vieram. Acho que eles tem a expectativa de que um grupo especifico vai fazer este trabalho de conhecer as informações e depois vai passar para as lideranças”, disse Mansur. 

“Acreditamos que estamos fazendo toda a nossa parte, que é não mais do que dar as informações. O o são-paulino espera da gente é que demos as informações para que o grupo de oposição possa votar a favor ou contra, mas dizer que não conhece depois dessas duas semana é impossível”, completou. 

Apesar das manobras dos partidários de Abdalla, o assessor da presidência são-paulina ficou mais otimista com a aprovação depois do evento com os sócios no sábado, vendo ali uma chance de pressão contra os conselheiros. 

“Fiquei mais otimista, porque percebi como o associado que estava presente, que não tem aquele envolvimento na questão política, se sentiu empolgado em ter o projeto. Eu aho que o conselheiro é o representante do associado. Quem vai votar nele na assembléia de Abril é o associado, e acho que ele tem como pressionar para que eles façam o papel de entrar e votar”, concluiu.