Prass diz que saída de Kardec é normal e não deve ser encarada com desespero

  • Por Jovem Pan
  • 29/04/2014 14h54
SÃO PAULO, SP - 13.09.2013: TREINO DO PALMEIRAS - Fernando Prass no treino do Palmeiras na Academia de Futebol. A equipe se prepara para enfrentar o América-MG, sábado (14), pela Série B do Brasileiro 2013. (Foto: Mister Shadow/ASI/Sigmapress/Folhapress) Folhapress Fernando Prass treina para enfrentar América-MG

Capitão do Palmeiras, Fernando Prass não fugiu do assunto do momento no clube: saída de Alan Kardec. Para o goleiro, é normal o atacante ganhar visibilidade e querer buscar um salário melhor, e saída não deve ganhar tanta importância.

“O Kardec era um jogador importante para a gente, assim como vários outros são. Não concordo que ele era muito do time, mas sim uma parte dele. Claro que uma das partes mais visíveis porque ele fazia gols, e por isso aparece muito mais. Mas ele recebia passe de alguém, foi assistido por alguém… É normal ele ter uma visibilidade maior. Jogadores que atuam do meio para a frente tem uma protagonismo maior”.

Segundo ele, Kardec ocupou o lugar de Barcos, e outro jogador chegará para substituir o centroavante. O importante agora, para o goleiro, é o clube ter competência e se mobilizar.

“O modo da negociação do Kardec foi mais traumática, mas isso é rotineiro no futebol. Você perder um Messi, Cristiano Ronaldo ou Pelé, mesmo em um Barcelona, tem uma diferença enorme. Agora, no futebol brasileiro, hoje não tem um time que, pelo fato de sair um jogador, fará um time mudar de patamar de uma forma tão grande. É um jogador de nível de Seleção, jovem e que estava indo bem, mas todas as partidas nós jogamos com 11. Um time do tamanho do Palmeiras não pode se desesperar ou jogar tudo por água abaixo todos os objetivos que tinha no ano pela perda de um jogador”.

O nome de Prass chegou a ser citado como jogador que também interessa o rival São Paulo, mas declarou que não se imagina em outro clube por vontade própria e que quer cumprir o contrato com o Palmeiras. “Com toda a sinceridade e pelo planejamento da minha carreira, eu não me vejo jogando em outro clube pela minha vontade. O que me interessa é o meu presidente, o meu clube e a minha torcida. Estou no futebol há muito tempo e já fui comentado em muitos outros clubes. A minha preocupação é o que acontece em minha casa”.