Presidente da Parmalat, Facchina exalta “amigo” Oberdan e “filho” Marcos

  • Por Jovem Pan
  • 12/08/2014 18h23

O ex-goleiro do PalmeirasOberdan Cattani

Presidente em exercício no momento em que o Palmeiras firmou a até então inédita no futebol brasileiro parceria com a Parmalat, Carlos Facchina Nunes, presidente alviverde no período entre 1989 e 1992 não foi capaz de colher títulos em sua gestão, mas mesmo assim não esconde o orgulho de ter comandado o agora clube centenário. Tanto que expõe todo o seu carinho por um ídolo do passado, Oberdan Catani, que morreu neste ano, e um de um momento mais recente, o goleiro Marcos.

“(Jogadores que admira) Tem muitos. Eu tenho preocupação de esquecer alguns. O Oberdan foi um grande amigo, um grande companheiro no Conselho até outro dia. O Waldemar Fiúme foi outro inesquecível. E por aí afora vieram grandes jogadores. Eu tenho um carinho especial, quase como pai, do Marcos…do Amaral, eu tive muitos nesses anos todos”, relembra com carinho o ex-presidente.

Apesar da era sem títulos, Facchina é lembrado com carinho no Palestra Itália. Quando o clube amargava um período de 16 anos sem títulos, o dirigente ajudou na organização de uma coalizão política que fez o Palmeiras fechar uma gestão com a Parmalat. Após sair do cargo no mesmo ano, o ex-presidente pode ver a partir de 1993 o clube conquistar duas vezes o Campeonato Brasileiro, três vezes o Campeonato Paulista, uma vez a Copa do Brasil e a Libertadores.

Apesar disso, ele prefere olhar para o passado para exaltar as glórias do clube, até pelo motivo de essa história estar no sangue da família, já que o seu tio também foi presidente.

“A minha história dentro do Palmeiras foi muito grande porque acompanho por dentro desde 1959.O meu tio Delfino Facchina, que também foi presidente, se elegeu e eu fui cuidar da empresa no lugar dele. Então sempre estive trabalhando pelo clube, mesmo anonimamente. Fiz grandes amizades e tivemos nesse período todo grandes conquistas, como os Paulistas, Brasileiros, Rio-São-Paulo, poder representar a Seleção Brasileira em Minas Gerais com a Academia. Foi uma honra muito grande”, exaltou.