Presidente do Braga ameaça levar Palmeiras ao tribunal por renda

  • Por Jovem Pan
  • 28/03/2014 09h09

Torcida palmeirense comemora vitória sobre o Oeste no Estádio TeixeirãoTorcida palmeirense comemora vitória sobre o Oeste

Uma questão além das quatro linhas esquentou o pós-jogo de Palmeiras e Bragantino pelas quartas-de-final do Campeonato Paulista. Depois da classificação palmeirense à semifinal, o presidente da equipe do interior Marquinhos Chedid reclamou, de forma exaltada, da divisão da renda da partida. O mandatário alega que o acordo de renda dividida não foi cumprido de forma correta, já que o Verdão não cobrou o preço inteiro para mais de 9 mil pessoas que adquiriram ingressos via Avanti, programa de sócio-torcedor do clube, que garante descontos ao assinante.

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Chedid explicou que o Bragantino não arcará com os prejuízos oriundos dos descontos para sócios palmeirenses. “A federação, na reunião do conselho arbitral, tinha definido que o tobogã seria 40 reais e os outros ingressos a 60 reais. Como eu vou pagar o sócio torcedor do Palmeiras com os descontos que eles dão? Se você pegar 800 mil de renda e dividir pelos 24 mil torcedores, dá um preço médio de 33 reais, que é o preço da meia-entrada. O Palmeiras tem que pagar essa diferença”, pediu.

Ele se recusou a assinar o documento e retirar o dinheiro destinado ao Bragantino. O presidente garantiu que irá ao tribunal pelos direitos do clube de Bragança Paulista. “Eu não assinei o borderô e vamos discutir isso no tribunal. O Palmeiras tem que cumprir o que foi combinado. O clube pode fazer qualquer benécia para sua torcida, pode dar 20 mil ingressos, mas tem que pagar. Isso vai para o tribunal, vou fazer uma denuncia para o INSS, terão que vir fiscalizar o Palmeiras”, disparou.

O presidente disse que confia na ação da Federação Paulista de Futebol em favor do Bragantino no caso. “Eu sei que a federação vai tomar uma providência. Ela comunicou o Palmeiras que o sócio-torcedor não tinha direito ao preço com desconto. Se o Palmeiras quer dar desconto para o torcedor, ele que banque a diferença. Fazer cortersia com o chapéu dos outros é fácil”. Irritado, o presidente do clube do interior se mostrou disposto a levar o caso adianta. “Não vou dizer que nos sentimentos roubados porque é muito forte. Só direi que não está correto a forma como está sendo cobrado. Eu avisei a semana inteira, temos que se fazer isso de acordo com a realidade”, finalizou.