Presidente do Bragantino critica distribuição de cotas de TV: “É absurdo”
Marquinho Chedid, presidente do Bragantino, se mostrou muito contente pela incrível classificação de seu time contra o São Paulo, na noite da última quarta-feira, em pleno Morumbi. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o mandatário criticou a alcunha de “pequeno” e revelou surpresa quando viu os seus jogadores fazerem 3 a 1 sobre o gigante paulista. Chedid ainda camou de absurda a diferença dos números que os clubes pequenos recebem de cota comparados aos grandes times do Brasil.
“Não foi uma noite muito boa para o São Paulo, mas tem um técnico como o PC Gusmão, que escalou um esquema com três atacantes. Tem que respeitar o Bragantino, têm jogadores que poderiam jogar em um clube como o São Paulo”, disse Chedid.
De acordo com Chedid, a folha salarial do Bragantino é de R$ 280 mil por mês e ainda tem jogadores, como o goleiro Renan, que são pagos pelo clube que o emprestou. Sem dinheiro para investir em atletas mais conhecidos, o dirigente comparou o que recebe com o que times como Corinthians e Flamengo ganham, escancarando a disparidade entre os valores. “O Corinthians e o Flamengo merecem ganhar os R$ 170 milhões. Nós vamos disputar a Série B e ganhamos R$ 3 milhões para o ano todo, não tem jeito. É absurdo!”, revelou.
Apesar das dificuldades, a equipe de Bragança Paulista vem desde 2005 quitando as dívidas trabalhistas que acumulou com atletas desde o ano de 1992. Dos 252 processos autuados na Justiça, 250 foram pagos. Ele ressalta que o clube está disputando a primeira divisão do futebol paulista há oito anos.
“O Bragantino desde 2005 não tem uma ação trabalhista. Desde 2005 temos um acordo com a Justiça do Trabalho e pagamos 250 ações. Todos os jogadores que passaram por aqui desde 1992 receberam o dinheiro”, finalizou.
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