Preterido no Atético-PR, Mancini lamenta amadorismo no futebol brasileiro

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2014 07h58
CURITIBA, PR, 20.11.2013: COPA BRASIL/ATLÉTICO-PR x FLAMENGO - Vagner Mancini - Partida entre Atlético-PR x Flamengo, válida pelo primeiro jogo da final da Copa do Brasil, no Estádio Durival de Britto e Silva, em Curitiba. (Foto: Geraldo Bubniak / Fotoarena /Folhapress)Vagner Mancini aposta na força do Atlético-PR para ser campeão no Maracanã

O Atlético-PR de Vagner Mancini foi uma das maiores surpresas de 2013 no futebol brasileiro. Apesar de ter conquistado um vice-campeonato da Copa do Brasil e uma vaga na Libertadores 2014, a direção do clube paranaense optou por não renovar com seu treinador, que lamentou o amadorismo instalado no esporte mais popular do país, lembrou episódio parecido com o dele no Furacão e disse acreditar estar “forte” no mercado de técnicos do país.

Desacredito na temporada 2013, o Atlético-PR terminou o ano em alta no cenário do futebol brasileiro. Apesar disso, o clube optou por não renovar com Vagner Mancini e já vem perdendo peças importantes do elenco. “Infelizmente, eu tenho que concordar com isso [que o amadorismo é um dos maiores males do futebol brasileiro]. Queremos ver o futebol do Brasil mais profissional, mas esbarramos em algumas coisas que são arcaicas”, lamentou.

Mancini sinaliza que os motivos que o levaram a deixar o rubro-negro paranaense são extracampo. “É óbvio que eu respeito a decisão do presidente do Atlético-PR, não concordo, mas tenho que tentar arrumar algum outro tipo de explicação, já que os resultados dentro de campo foram acima do esperado até mesmo pelas pessoas de dentro do clube”, revelou.

O técnico não escondeu a surpresa com a decisão da diretoria, apesar de  admitir que talvez não houvesse um acerto entre técnico e clube. “Três dias antes do meu contrato se encerrar, o presidente me ligou, agradeceu pelo trabalho, mas disse que não tinha intenção de dar sequência a ele. Poderia ser até que não renovássemos o contrato, até porque o clube não conseguiu manter o time, mas fui surpreendido com a intenção dele de não contar mais comigo”, explicou.

Campeão Brasileiro com o Furacão em 2001, Geninho também foi demitido de forma surpreendente. Mancini vê pontos em comum com seu próprio caso.  “A história do Geninho é muito bonita no Atlético-PR porque ele conquistou o título de maior importância da história do clube. Na verdade, algumas pessoas que estão dentro do futebol não aceitam algumas coisas que são feitas ao longo do processo. Assim como eu, o Geninho também é assim. Nenhuma posição mudaria nossa maneira de trabalhar e talvez isso desagrade algum dirigente”, disse.

Expectativas para o futuro

Mancini acredita que o bom trabalho realizado no clube o transformou em um bom nome no mercado de técnicos brasileiros. “Agora preciso pensar no futuro. Assim como credenciei o Atlético-PR a jogar uma Libertadores em 2014, o clube também me fez voltar ao mercado com força. Agora vou esperar alguma proposta interessante para dar sequência à minha carreira”, afirmou o treinador de apenas 47 anos.

Sem ser considerado um técnico do “alto escalão”, Mancini quer permanecer no Brasil e fortalecer seu trabalho. “Não estou fechado para o exterior, mas tem que ser uma coisa muito acima do normal para que eu saia do país agora. O fato de eu não ter atingido aquilo que posso aqui, faz com que eu queira ficar um tempo maior pelo Brasil”, finalizou.