Proibido de contratar, Barcelona apelará à Fifa e pode levar caso à CAS

  • Por Agência EFE
  • 02/04/2014 17h44

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O Barcelona apresentará um recurso de apelação à Fifa e, se for o caso, submeterá a resolução resultante à Corte Arbitral do Esporte (CAS) por causa da punição imposta pela entidade por infração, por parte do clube, do regulamento de contratações de jogadores menores de idade.

Nesta quarta-feira, a Comissão Disciplinar da Fifa anunciou que puniu o Barcelona com a proibição de contratar jogadores até a metade de 2015 e com o pagamento de uma multa de 450 mil francos suíços (R$ 1,15 milhão), devido ao clube ter cometido irregularidades na contratação, entre 2009 e 2013, de atletas menores de 18 anos que são de fora da Espanha.

A prática de contratação internacional de menores de idade é proibida pela entidade, que só a autoriza em três casos especiais: se os pais do jogador se mudarem para o país do novo clube por conta própria (sem relação com o futebol), se a transação for realizada dentro da União Europeia e o jogador tiver entre 16 e 18 anos e se a distância máxima entre o lar da família do jogador e a sede do novo clube for de 100 quilômetros.

Em comunicado, o Barcelona informa que solicitará as oportunas medidas cautelares que preservem “os direitos do clube”, entre os quais estão os compreendidos na contratação de jogadores durante os períodos de transferência.

“A norma supostamente infringida tem como finalidade a proteção de menores perante as atuações de clubes que incorporam menores sem garantir os direitos de formação e atenção que o Barcelona sim desenvolve no modelo de (o centro de treinamento) La Masía”, alega a defesa.

O clube garante que todos os jogadores “tiveram em ordem e em dia” suas licenças federativas, segundo as exigências das diferentes federações e lembra que a RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) também foi sancionada pelas contratações internacionais de menores.

“Alguns dos jogadores afetados pelo expediente da Fifa foram inclusive convocados pela Federação Catalã de Futebol para participar dos campeonatos autônomos com a seleção catalã”, disse o Barça.

Além disso, o clube azulgrana informa que desde o momento no qual a Fifa começou o expediente “as licenças federativas dos jogadores foram retiradas e estes não voltaram a participar de partidas oficiais”, por isso “não houve uma participação esportiva não regulamentar de nenhum deles”.

O texto acrescenta que o Barcelona não descumpriu nenhuma legislação civil, e que todos os menores contratados pelo clube e que têm a negociação contestada pela Fifa são “residentes legais” na Espanha.

Além disso, o Barça acrescenta que o modelo de formação “ajuda as famílias de muitos jogadores em sua integração e em seu crescimento social”.

“Só na Catalunha, estima-se em 15 mil o número de jogadores menores de idade inscritos federativamente que estariam em situação irregular por terem nascido fora da Espanha, segundo os critérios da Fifa em seu expediente sancionador”, conclui o clube catalão.