Relembre início das obras da Arena Corinthians, acusada de receber propinas

  • Por Jovem Pan
  • 22/03/2016 12h21

Arquibancada do Setor Norte da Arena Corinthians foi removida

Corinthians/Divulgação Arquibancada provisória do setor Norte da Arena Corinthians é retirada

Sede da abertura da última Copa do Mundo e considerada a responsável por realizar o grande sonho dos torcedores alvinegros, a Arena Corinthians ganhou mais um polêmico capítulo em sua biografia. Na manhã desta terça-feira, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, que atua na Operação Lava Jato, revelou que o estádio em Itaquera teve esquema de pagamento de propinas em sua construção. 

A informação foi dada durante a explicação da 26ª fase da Operação, denominada “Xepa”, que descobriu que havia na empreiteira Odebrecht, responsável pela obra da Arena, um setor especializado e informatizado de pagamento de propinas em diversas construções da companhia. 

“Nesta fase foram identificados pagamentos em relação a uma diretoria que cuida especificamente de contratos da Arena Corinthians”, explicou Carlos Fernando dos Santos Lima, que ainda contou que a Petrobras não era a única recebedora de propina no vasto esquema de corrupção. Setores de óleo e gás, de infraestrutura, obras da empreiteira em estádio de futebol (Arena Corinthians), canal do sertão e “diversas outras” teriam recebido dinheiro ilegal. 

Assim, não custa nada relembrar como foi o início das obras do estádio corintiano, hoje envolvido em mais uma polêmica. Em 2011, o repórter Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, esteve no terreno que hoje abriga a Arena Corinthians e entrevistou Frederico Barbosa, engenheiro da Odebrecht responsável pela obra.   

Na ocasião, Barbosa precisou explicar onde ficaria cada parte do estádio corintiano naquele imenso terreno de Itaquera. As imagens mostram apenas terra, mato e alguns tapumes que delimitavam a área em que as obras aconteceriam. “Hoje, podemos afirmar que começou a pulsar o novo sonho dos corintianos e do Brasil para a abertura da Copa do Mundo”, disse o engenheiro da Odebrecht naquele dia, há cinco anos. 

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