Rodman se desculpa por comentários que fez bêbado sobre Kenneth Bae

  • Por Agencia EFE
  • 09/01/2014 15h45

Washington, 9 jan (EFE).- A antiga estrela da NBA Dennis Rodman se desculpou nesta quinta-feira pelos comentários sobre Kenneth Bae, cidadão americano de origem sul-coreana preso na Coreia do Norte desde 2012, e disse que estava bêbado quando insinuou que a detenção era justificada.

Na terça-feira Rodman afirmou que Bae fez “uma coisa”, sem especificar o quê, em uma tensa entrevista ao vivo no canal americano “CNN” direto de Pyongyang, onde ontem disputou uma partida de exibição com outros ex-jogadores da NBA para comemorar o aniversário do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

“Se soubesse o que Kenneth Bae fez. Entende o que fez neste país? Não, não, não, diga, diga. Por que está preso neste país, por quê? Adoraria falar disto”, disse o ex-jogador da NBA ao jornalista Chris Cuomo quando este perguntou se tentaria interceder em nome da família do detido.

“Quero me desculpar antes de tudo com a família de Kenneth Bae”, disse hoje Rodman, que também pediu desculpas a Cuomo, em nome de seus companheiros de equipe e de seus assessores, em comunicado feito por seu assessor de comunicação.

O ídolo do basquete na década de 90, explicou que o dia da entrevista foi “muito estressante”, porque alguns dos ex-jogadores que foram com ele ao país asiático queriam voltar por causa das pressões de suas famílias e de seus empresários e que o projeto de “diplomacia do basquete” estava desmoronando.

“Tinha bebido. Não é uma desculpa, mas no momento da entrevista estava incomodado. Estava agitado”, admitiu Rodman.

Em sua quarta viagem à Coreia do Norte, Rodman foi comemorar o aniversário de Kim Jong-un – acredita-se que o 31°, já que não se sabe com exatidão sua idade – e participou de um jogo com Vin Baker e Cliff Robinson contra um combinado norte-coreano.

Rodman, que se considera “um grande amigo” de Kim, cantou “parabéns pra você” na quadra de basquete.

Mas suas declarações sobre Bae, um pastor evangélico que trabalhava como agente de viagens na região chinesa na fronteira com a Coreia do Norte, condenado em abril a 15 anos de trabalhos forçados pela Corte Suprema norte-coreano, levantaram polêmica nos Estados Unidos.

“(Ele) estava em posição de fazer algo bom e ajudar a defender Kenneth e não quis”, denunciou a irmã de Bae, Terri Chung, à “CNN”, que também lamentou que “em vez disso tenha decidido lançar essas terríveis acusações contra Kenneth”.

A Casa Branca e o Departamento de Estado americano, assim como a NBA, se desvincularam da viagem dos ex-jogadores, e insistiram se tratar de uma “viagem privada”. Os organismos também explicaram que continuam a trabalhar através de seus próprios canais diplomáticos para a libertação de Bae. EFE