Rogério Ceni não descarta ser treinador e promete volta ao futebol em 2017

  • Por Jovem Pan
  • 09/04/2016 13h50
Aposentado desde o final de 2015

Quatro meses depois de encerrar sua vitoriosa carreira no gol do São Paulo, o ídolo tricolor Rogério Ceni já definiu quando pretende retornar ao futebol. Em conversa exclusiva com a Rádio Jovem Pan, o Mito são-paulino afirmou que ainda não definiu qual função pretende exercer nessa nova etapa de sua carreira e, sem descartar a possibilidade de ser treinador, anunciou que pretende retornar ao futebol em janeiro de 2017.

“Já fiz meu último compromisso que estava assinado desde que parei, fiz um tour com 70 pessoas no Morumbi. Era meu último compromisso assinado em contrato. Agora vou pensar o que fazer para começar 2017 numa nova função, uma nova atividade, seja ela qual for. Nesse espaço, até o final do ano, devo definir o futuro da minha carreira para, em janeiro de 2017, trabalhar definitivamente em alguma função”, comunicou RC, que prestou homenagem ao amigo Milton Cruz, ex-auxiliar do São Paulo, no programa Jovem Pan no Mundo da Bola.

Rogério brincou com a possibilidade de ser treinador e destacou que a pressão é grande. Ainda assim, o eterno camisa 1 não descartou a ideia e afirmou que quer ter um cargo que lhe permita aplicar seus conceitos de futebol.

“Ser goleiro e treinador na mesma encarnação não é fácil. É muita pressão, mas quem sabe? Não descarto essa possibilidade no futuro”, brincou.

“Eu sou uma pessoa um pouco chata, perfeccionista, cobro muito e quero uma função em que possa ter autonomia para colocar em prática o que penso sobre futebol. Se for trabalhar diretamente dentro do campo de jogo, quero uma função em que possa escolher, decidir, tentar fazer à minha maneira”, completou o ídolo tricolor.

Pensando em se arriscar na carreira de técnico, Ceni afirmou que tem alguns cursos em vista para fazer e se adquirir conhecimento para tal função. Rogério ainda valorizou a experiência que conquistou com os mais de 20 treinadores que teve em sua carreira como profissional.

“Se eu definir que quero ser treinador, tenho alguns cursos para fazer em Portugal, Inglaterra, Espanha, países onde tenho compreensão maior da língua. Tenho sempre contato com o Osorio que me ensinou muito no futebol. Muitos treinadores que trabalhei dentro do futebol brasileiro têm muito para que eu possa aprender. Se essa for a decisão que eu tomar, quero me preparar. Futebol não é só deixar de jogar e achar que está tudo pronto para exercer uma nova função”, destacou.

“Eu trabalhei com 22 treinadores no São Paulo e meias 3 ou quatro na Seleção Brasileira. Cada um pôde acrescentar alguma coisa para mim, desde as coisas que achei legal e correto, até os contrapontos, da visão diferente que eu tinha de futebol. Mas todos acrescentaram alguma coisa”, explicou o ex-goleiro.