Roque Jr elogio curso de treinador da Uefa e destaca: “parte teórica ajuda muito”

  • Por Jovem Pan
  • 06/12/2015 14h18
Em 2015

Zagueiro campeão do Mundo com a Seleção Brasileiro em 2002, ídolo no Palmeiras e passagens de sucesso pelo futebol italiano, inglês e alemão, Roque Junior tenta agora emplacar sua carreira como treinador. Em entrevista exclusiva à Rádio Jovem Pan, o ex-jogador valorizou a experiência adquirida dentro das quatro linhas, mas reforçou a importância dos cursos para treinar uma equipe. Roque ainda destacou a importância de falar outras línguas para treinar times fora do país.

“Eu discordo dos caras que acham que ex-jogador não precisa fazer o curso. Não tem que ter a briga de lado: ‘sou jogador, tenho experiência sei tudo’. Quanto mais eu souber, mais preparado vou estar para aquilo que vou fazer. Com a experiência que tive como jogador, o curso só me ajudou. Muita coisa eu fazia, mas não entendia o porquê fazia naquele momento. Isso é importante: você entender mais, saber como dar o treino. Hoje o futebol está cada vez mais específico. Não tem mais a separação de só fazer treino físico, por exemplo. Quer dizer, isso te ajuda a ter mais convicção para fazer”, comentou o ex-zagueiro campeão da Libertadores com o Palmeiras.

“O curso ajuda pra isso: fala da parte tática, da metodologia de treinamentos, parte psicológica, parte de nutrição. A experiência que eu tive, ajuda muito como treinador, mas não é só isso. A parte teórica ajuda muito”, completou Roque Junior.

Em sua vitoriosa carreira como jogador, Roque defendeu o Milan (Itália), Leeds (Inglaterra) e Bayer Leverkusen (Alemanha). A experiência nos países europeus permitiu que o ex-defensor aprendesse a falar italiano, inglês e alemão, fato que, segundo ele, é fundamental para futuramente treinar uma equipe no exterior.

“Curso da Uefa eu fiz na Itália e não na Inglaterra. Falo italiano e inglês, mas italiano é mais fácil. Fiz os dois cursos na Itália. É importante para o treinador, você precisa explicar muita coisa e ser claro. Essa parte do idioma é importante. Mesmo que você tenha o tradutor, fica aquele telefone sem fio. Você vai falar pra caramba e os caras não vão entender nada”, explicou.