São Paulo é denunciado no STJD por compra de jogador e pode ser rebaixado

  • Por Jovem Pan
  • 16/10/2015 15h25
SÃO PAULO, SP - 15.09.2015: TREINO SPFC - Iago Maidana durante treino do SPFC, realizada no CCT Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo. (Foto: Maurício Rummens /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 995187 Folhapress Iago Maidana foi comprado pelo São Paulo junto ao Monte Cristo

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentou, nesta sexta-feira (16), uma denúncia relativa à compra do zagueiro Iago Maidana pelo São Paulo, de acordo com informações do site Globoesporte.com. Segundo a denúncia, a transferência infringiu o artigo 34 do Regulamento Nacional de Intermediários. Desde 1º de maio de 2015, é proibida a participação de intermediários nas negociações de jogadores.

O artigo prevê uma pena pesada, que vai de multa, suspensão por um ou dois anos de registros de novos jogadores, dedução de pontos e até mesmo ao rebaixamento de divisão. Além disso, o caso será analisado no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de uma resolução ou regulamento. Neste caso, a pena máxima é de multa de R$ 100 mil.

Além do São Paulo, o Criciúma, que detinha os direitos econômicos de Iago Maidana, e o Monte Cristo, clube usado como ponte para a transferência, também podem ser punidos. O próprio jogador também foi enquadrado e pode ser penalizado com multa, suspensão ou até a proibição de atuar em atividades relacionadas ao futebol.

O caso Iago Maidana foi inicialmente investigado pela CBF, que produziu um dossiê que foi entregue à Procuradoria do STJD e serviu como base à acusação. Na transferência, a empresa Itaquerão Soccer comprou o zagueiro do Criciúma por R$ 800 mil e o repassou ao Monte Cristo, onde ficou registrado por apenas dois dias. O São Paulo, por sua vez, pagou R$ 2 milhões por 60% dos direitos econômicos do jogador.

O surgimento do caso foi um dos escândalos que causaram a renúncia de Carlos Miguel Aidar da presidência do São Paulo. No entanto, ao comunicar sua saída do cargo, o ex-mandatário disse desconhecer a empresa Itaquerão Soccer.