Schumacher pode acabar com sequelas graves, afirma piloto francês

  • Por Agência EFE
  • 03/01/2014 15h59

Família e médicos de Schumacher farão pronunciamento às 8h (de Brasília) desta segunda

Schumacher esquia em 2006

A polícia francesa interrogou nesta sexta-feira o filho de Michael Schumacher, que estava presente no local do acidente de esqui que deixou o ex-piloto em estado grave, informou a emissora de televisão BFM TV.

Mick, de 14 anos, prestou depoimento no hospital universitário de Grenoble, onde o heptacampeão mundial de Fórmula 1 está internado desde o último domingo, disse a emissora, que acrescentou que os agentes também interrogaram a namorada do adolescente e um mordomo da família.

Segundo a mesma fonte, a família entregou aos investigadores a câmera que estava no capacete do campeão de Fórmula 1 quando caiu e se chocou contra uma rocha fora da pista da estação de Méribel, nos Alpes franceses.

O capacete se rompeu por conta do impacto e a câmera estava em mãos da família do acidentado, que resolveu entregá-la para polícia.

A justiça francesa abriu uma investigação para determinar as circunstâncias do acidente e estabelecer se houve responsabilidades, por exemplo em razão de uma eventual sinalização deficiente dos limites das pistas.

Por não se tratar de um procedimento criminal, a promotoria não podia obrigar a família a entregar a câmera.

A porta-voz do ex-piloto, Sabine Kehm, se esforçou em ressaltar desde terça-feira passada que Schumacher não esquiava em grande velocidade quando aconteceu o choque, que estava com um grupo de vários amigos, e que tinha desviado para ajudar um dos membros do grupo que tinha tido uma queda sem consequências.

Hoje não houve nenhuma novidade por parte da equipe médica que trata o sete vezes campeão de Fórmula 1, que tinha dito na terça-feira que não divulgaria nenhum boletim médico se não houvesse novidades significativas.

Schumacher, que hoje completou 45 anos, se encontra em coma induzido, em uma estado crítico, mas estável.

O ex-piloto francês Philippe Streiff, que foi ao hospital universitário, contou para vários meios de comunicação, entre eles a “BFM TV”, que tinha falado com o médico e amigo de Schumacher Gérard Saillant, que respondeu que “não sabe se o piloto vai sobreviver”.

Segundo Streiff, todos os dias são realizadas tomografias na cabeça para observar se os edemas causados pelo impacto estão diminuindo e que se persistirem, pode ter seqüelas graves, como ficar hemiplégico ou inclusive perder a capacidade da fala.