“Se ele tomasse já teria caído há muito tempo”, diz Minotauro sobre doping de Anderson Silva

  • Por Jovem Pan
  • 21/10/2015 14h32

Ex-lutador esteve nos estúdios do programa nesta quarta-feira (21)

“Se ele tomasse já teria caído há muito tempo”

Um dos nomes mais respeitados no mundo das artes marciais, Rodrigo Nogueira, ou Minotauro, como é mais conhecido, fez seu nome no UFC e hoje ajuda novos talentos.

“Eu pratico judô desde os quatro anos de idade, estou com 39, ou seja, 35 anos tomando porrada”, disse, aos risos. “O esporte é bom, comecei porque eu queria mesmo. O praticante do esporte, quando é criança, no fim está sendo preparado para o mundo também”, disse em entrevista ao Pânico nesta quarta-feira (21).

Ele, que se aposentou no mês passado, aceitou o convite de Danna White e se tornou o Embaixador de Relacionamento do UFC Brasil, auxiliando no desenvolvimento de outros atletas.

“Todos os líderes que tiveram uma relevância, tem uma cadeira lá, seja para os treinamentos ou até em projetos sociais. O Brasil continua superbem representado no esporte, temos uma safra nova muito grande e precisamos apresentar esses garotos para o público. A imagem do lutador é construída pelo UFC, às vezes as pessoas só veem o lado comercial, mas eles cresceram muito como organização e com muito cuidado pelo pessoal”.

Polêmica

Questionado sobre a origem da marca UFC, que muitas pessoas confundem e até criticam a grande presença extensa de americanos nos cards, ele explicou que a hegemonia é até por conta da direção da marca.

“O MMA é um esporte brasileiro, que nasceu aqui e que os americanos compraram e fizeram dele uma grande organização, que alcança o mundo inteiro. Eles são mais ‘business’. E tem um número de lutadores brasileiros lá dentro muito grande, tanto que ano que vem teremos 9 disputando cinturão”, adiantou.

Já sobre o tão comentado doping de Anderson Silva, na luta com Nick Diaz, no UFC 183, Minotauro foi categórico:

“Uma coisa pessoal: eu acredito na defesa dele. Ele lutou mais de 15x e foi testado em todas, com certeza. Quando o cara toma e está acostumado a tomar, ele não vive sem a substância, porque cria uma deficiência no corpo que não consegue ficar sem. Se ele realmente tomasse, já teria caído há muito tempo, na terceira ou quarta luta”, completou.