Se Osorio sair, quem pode salvar o São Paulo? Confira os candidatos a herói do Tricolor

  • Por Jovem Pan
  • 24/08/2015 21h41
Osorio passou perto de deixar o Tricolor

Depois da derrota para o Flamengo, no último domingo (21) pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Juan Carlos Osorio passou muito perto de deixar o São Paulo. Uma mensagem vinda de um diretor do clube com cobranças e críticas ao seu trabalho o deixou furioso, e dirigentes tiveram de trabalhar nos bastidores para que o colombiano não deixasse o cargo. Ao que tudo indica, a situação se acalmou, mas ainda existe a chance de haver um rompimento do trabalho – especialmente por conta das saídas de diversos jogadores do elenco tricolor.

Se isso acontecer, quem poderia, tal qual um super-herói (por conta da dificuldade da missão), assumir o São Paulo, conquistas (pelo menos) uma vaga na próxima Libertadores e salvar o ano do clube? O Jovem Pan Online listou opções para a tarefa e os motivos pelos quais elas seriam válidas.

Muricy Ramalho

Muricy é o treinador que mais se aproxima de ser um herói no São Paulo – só falta o uniforme. Tricampeão brasileiro entre 2006 e 2008, ele foi contratado em 2013 para sua segunda passagem como técnico justamente com o objetivo de salvar o clube, naquela ocasião ameaçado de rebaixamento. Muricy deixou o cargo este ano para tratar da saúde, e tem afirmado que não deseja voltar a exercê-lo, mas com certeza ainda tem a preferência de muitos são-paulinos – mesmo que seja mais pela sua história no Tricolor do que pelas lembranças mais recentes.

Vanderlei Luxemburgo

Quando algum clube grande no Brasil vai trocar de técnico, o nome de Luxemburgo é sempre um dos analisados, por mais que seus últimos trabalhos estejam muito aquém daqueles realizados no passado. Antes de Osorio assumir, Luxa foi um dos que passaram perto de chegar ao Morumbi. Caso o colombiano saia, o mesmo pode se repetir, por mais que a situação do Cruzeiro sob comando do “pofexô” não esteja das melhores.

Abel Braga

O treinador campeão mundial e da Libertadores pelo Internacional e campeão brasileiro pelo Fluminense já foi especulado em outros momentos no São Paulo. Seu nome e seu estilo mais firme agradam àqueles que acham que os jogadores do Tricolor precisam de um comandante mais enérgico e exigente para render mais. Atualmente, está no Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos.

Jorge Sampaoli

O São Paulo negociou com Sampaoli por meses, desde o fim de 2014, e chegou muito perto de trazê-lo para substituir Milton Cruz. Em março deste ano, ambas as partes chegaram a um acordo e praticamente fecharam o negócio, mas os dirigentes tricolores quebraram um acordo com o treinador, que pedia absoluto sigilo sobre a negociação. Ele não queria que as tratativas com o time brasileiro atrapalhassem seu trabalho no Chile, que disputaria a Copa América em casa. No fim das contas, Sampaoli, irritado com a diretoria são-paulina, não assinou contrato e foi campeão do torneio continental. Para realizar o velho desejo, o Tricolor teria de trabalhar bastante para reconstruir os laços com o técnico.

Marcelo Bielsa

Se Sampaoli seria difícil ser contratado, o Tricolor Paulista poderia apostar em seu “mestre”. Marcelo Bielsa é uma referência para o treinador campeão da Copa América com o Chile, e ambos gostam de usar um esquema tático parecido e o mesmo estilo ofensivo. Apesar da saída conturbada do Olympique de Marselha após a primeira rodada da atual temporada do Campeonato Francês, Bielsa continua prestigiado, e já foi alvo de times brasileiros, como Santos e Palmeiras. O fato de estar sem clube no momento ajudaria em uma possível tentativa de contratação.

O próprio Osorio

Mas quem disse que o São Paulo tem que trocar de treinador? O “herói” do clube pode ser o próprio Osorio, que, apesar dos percalços, vem fazendo um bom trabalho, especialmente levando-se em conta todas as saídas de jogadores do elenco. Apesar de cometer erros e ser questionado por parte da torcida e da diretoria, o colombiano ainda pode ser o técnico dos sonhos dos tricolores, até porque qualidade ele tem – segundo palavras de Rogério Ceni, inclusive. Para isso, no entanto, é preciso paciência e apoio por parte da diretoria.