Secretário municipal diz que Rio não terá “elefantes brancos” após Jogos

  • Por Agencia EFE
  • 29/07/2015 17h38

Rio de Janeiro, 29 jul (EFE).- O secretário de governo da prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Carvalho, garantiu nesta quarta-feira que a cidade aproveitará bem as instalações esportivas que são construídas para os Jogos Olímpicos de 2016.

“Essa vai ser a Olimpíada do legado. Fizemos uma série de planos para não deixar elefantes brancos pela cidade”, disse o representante da administração municipal no lançamento de projeto para garantir o bom uso de cada local de disputa.

Pedro Paulo explicou que a prefeitura buscará seguir o exemplo dado por cidades como Munique, Sydney e Londres sobre a pós-realização do evento poliesportivo.

O secretário disse que o fato de 60% dos recursos investidos em construção e adaptação das instalações serem de responsabilidade da iniciativa privada garantirá que as infraestruturas não fiquem fechadas depois dos Jogos Olímpicos.

Entre a parte pública do que foi investido, Pedro Paulo explicou que há intenção de fazer reciclagem dos espaços, transformando-os em escolas, parques, hospitais e, claro, centros esportivos.

“Existe uma preocupação em aproveitar bem estas instalações. Haverá espaço para projetos sociais, eventos, que poderão ajudar a financiar tudo”, disse.

Segundo previsões da prefeitura do Rio, das nove instalações que compõem o Parque Olímpico, sete serão mantidas após os Jogos de 2016, e outras duas serão totalmente desmontadas, como a arena de handebol. O material retirado do local dará lugar à construção de quatro escolas.

O Parque de Deodoro, que receberá provas de canoagem e ciclismo, por sua vez, será utilizado como espaço de lazer e também como centro para a prática de esportes radicais.

Questionado se o escândalo de corrupção na Petrobras em que estão envolvidas diversas empreiteiras poderia provocar atraso na conclusão de obras dos Jogos Olímpicos, Pedro Paulo mostrou segurança.

“Todas as obras estão dentro do prazo, inclusive se há alguma empresa envolvida nesse escândalo, eu posso afirmar que não houve nenhum impacto”, disse o secretário. EFE

rso/bg/id