‘Seleção é trabalho, meu filho’: como seria o Brasil sob o comando de Muricy

  • Por Jovem Pan
  • 03/07/2015 13h38

Muricy Ramalho não é mais o técnico do São Paulo

Muricy Ramalho

Atualmente afastado dos campos de futebol, o técnico Muricy Ramalho marcará presença na Rádio Jovem Pan, neste sábado (4), para participar como comentarista na decisão da Copa América 2015, quando o Chile enfrenta a Argentina. Na competição, a Seleção Brasileira voltou a decepcionar o torcedor e caiu nas quartas de final, ao perder para o Paraguai, nos pênaltis, depois de um empate por 1 a 1. Muricy, como todo brasileiro, deve ter ficado bastante desapontado com o desempenho e, assim, por que não imaginar como seria o Brasil com o ex-treinador são-paulino como comandante?

O Jovem Pan Online, com uma valiosa ajuda do jornalista Flávio Prado, aproveita a chance para, em um mero exercício de imaginação, tentar ‘visualizar’ como seria a Seleção movida pelo lema “aqui é trabalho, meu filho!”.

Caso estivesse no lugar que hoje é ocupado por Dunga, Muricy Ramalho provavelmente mudaria um pouco o estilo de o Brasil jogar, mas não conseguiria fazer nada revolucionário.

“Seria um time de bola parada, muito marcadora. Uma Seleção de pegada. Mas não seria muito diferente. A geração atual é muito fraca e, sem material humano, fica complicado. Não existe varinha mágica. É samba de uma nota só”, ressalta o jornalista.

Para Flávio Prado, a defesa e o meio de campo seriam, com certeza, bastante reforçados, com zagueiros de confiança, vários volantes marcadores à disposição do treinador. O ataque poderia apresentar mais jogadas em velocidade pelas laterais.

Sobre os jogadores convocados, o comentarista da Jovem Pan crê que Muricy Ramalho não chamaria os “chorões” Thiago Silva e David Luiz e talvez trouxesse Marquinhos, do Paris Saint-Germain, mantendo Miranda, que é homem de confiança do técnico desde a época de São Paulo. No meio de campo, talvez houvesse espaço para o volante Hernanes, da Internazionale de Milão.

Apesar de crer que Muricy Ramalho poderia ser mais versátil do que Dunga, Prado não crê que o cerne da questão seja fora de campo.

“O problema do futebol brasileiro não é o técnico. Mas ele tem mais alternativas do que o Dunga, seria um treinador mais linha dura, ‘mimaria’ menos o Neymar”, afirma.