Sem pensar em poupar, Oswaldo quer primeiro lugar geral e elogia atacantes

  • Por Jovem Pan
  • 10/03/2014 07h59
Oswaldo de Oliveira reestreou pelo Santos com vitória após quase nove anos

Melhor ataque do campeonato, o Santos fez mais uma vítima de suas goleadas. Neste domingo, derrotou o Oeste por 4 a 1 na Vila Belmiro e segue líder do grupo C, com 32 pontos, e divide a primeira posição geral do Paulistão com o Palmeiras.

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Com a classificação para as quartas de final garantida desde a rodada anterior, Oswaldo não poupou jogadores para esta partida, e não pensa em preservar para o jogo contra o Rio Claro, no próximo domingo, mesmo tendo o clássico com o Palmeiras na última rodada.

“A não ser que seja indicação do departamento médico não tenho intenção de poupar ninguém. Vamos ter uma semana para recuperação, e com espaço de tempo para preparação o ideal é repetir, a equipe precisa encarar a realidade e amadurecer para fase decisiva”. O objetivo do treinador é levar o maior número possível de jogos decisivos para a Vila Belmiro, pela torcida e principalmente pela qualidade do gramado, disse Oswaldo.

O técnico destacou que a equipe não está pronta, com muito para avançar, mas elogia o ataque, que tem marcou 34 gols, com uma ressalva: “Hábito com gol é bom, dá confiança e inspira, mas temos que reconhecer que nem todos os jogos vamos marcar e precisamos estar preparados para situações adversas”. Ele ainda reforçou a importância do quarteto ofensivo, a divisão dos gols entre eles, e o exemplo de Damião e Thiago Ribeiro, os mais experientes.

“Thiago tem função importante, primeiro de ser exemplo para meninos que fazem mesma função, pelo lado do campo, como Geovânio, Gabriel, Rildo. Estou muito feliz com o que ele tem feito para nossa equipe. O Damião tem demonstrado espírito coletivo muito grande. A divisão de gols entre os quatro demonstra que todos jogam pelo grupo e entendem suas funções”.

Sobre os “meninos da Vila”, Oswaldo disse que sempre que possível espera dar oportunidades, e que é preciso cuidado neste período de transição. “Eles precisamos ‘quebrar a casca’. Realidade eles sempre foram, agora tem um ponto de formação que a gente tem que acompanhar com cuidado, porque são diferentes, tem reações diferentes. Tem que ter sensibilidade pra aproveitar e fazer com que eles amadureçam dentro da realidade deles, que agora é de transição. Eles se saíram bem na base, conseguiram títulos, e isso nos dá tranquilidade para segui com naturalidade a promoção ate a firmação definitiva”.