Serena diz que declarações de dirigente russo foram “insensatas e machistas”

  • Por Agencia EFE
  • 20/10/2014 17h19

A nº1 do mundo não deu chances para a sérvia

Forte no saque

A tenista americana Serena Williams se uniu à Martina Navratilova e Maria Sharapova, e criticou as declarações do presidente da Federação Russa de Tênis, Shamil Tarpischev, que se referiu a ela e a sua irmã, Venus, como os “irmãos Williams”.

“Acho que suas palavras foram insensatas, extremamente machistas e racistas ao mesmo tempo”, disse Serena após conquistar sua primeira vitória no Masters da WTA, realizado em Cingapura.

“Pensei que eram intimidatórias. Fez-se o melhor que se pôde fazer e isso é tudo o que posso dizer”, disse ela ao se referir à punição da WTA, que multou o dirigente russo em US$ 250 mil e o excluiu por um ano de todas as atividades relacionadas à WTA.

“Não estou muito contente com seus comentários e acho que um montão de gente também não está”, acrescentou Serena ao mostrar desgosto por essas declarações terem vindo de alguém como Tarpischev.

“A WTA e a Federação de Tênis dos Estados Unidos fizeram um grande trabalho com alguém de seu poder. É totalmente inaceitável (ele) fazer essas declarações intimidatórias”, disse sobre as afirmações do dirigente, que também é membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

A tenista russa Maria Sharapova, que já trabalhou com Tarpischev em outras oportunidades, também foi contundente ao criticar o caso.

“Acho que foram desrespeitosas e fora de lugar. Fico feliz em saber que muita gente tenha se posicionado, incluindo a WTA. As declarações não são apropriadas, sobretudo para alguém em sua posição e com todas suas responsabilidades, não só neste esporte, mas também fazendo parte do COI. Foi uma irresponsabilidade”, disse Sharapova.