Sindicato e Liga não entram em acordo, e greve segue mantida na Espanha

  • Por Agencia EFE
  • 12/05/2015 12h48
Javier Tebas é presidente da Liga Espanhola de Futebol

A reunião representantes da Associação de Jogadores de Futebol da Espanha (AFE) e da Liga de Futebol Profissional (LFP) realizada nesta terça-feira, terminou sem acordo e com a manutenção da greve convocado para a partir deste fim de semana.

A paralisação foi definida pela entidade sindical dos atletas, com concordância da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), por discordâncias com a lei aprovada há uma semana, que modifica a distribuição das cotas de direitos de transmissão das partidas pela TV, transformando a negociação individual dos clubes em coletiva.

A RFEF convocou a paralisação por considerar que o governo ignorou sua autoridade na negociação com a LFP (entidade que administra a primeira e a segunda divisões e, por sua vez, é favorável à mudança proposta). E também por não concordar de alguns pontos do projeto.

Luis Rubiales, presidente da AFE, afirmou que a entidade defendeu na reunião de hoje que “todos os agentes do futebol cheguem a um acordo”, mas que a Liga Profissional não aceita estabelecer um debate. O presidente da entidade que organiza as duas principais divisões, não concorda com

“Era difícil chegar hoje a algum tipo de acordo. Estamos dando mais garantias e o que oferece a Liga é suficiente para solucionar este conflito no âmbito do convênio coletivo”, afirmou Javier Tebas, presidente da entidade.

A Federação Espanhola não enviou dirigentes para a reunião, apenas um advogado, o que foi criticado pela Liga. Amanhã, as duas partes se encontrarão mais uma vez para discutir a greve, dessa vez na Audiência Nacional, tribunal que tem jurisdição sobre todo o território do país.

Depois da reunião de ontem, o presidente do sindicato, Luis Rubiales, explicou que a paralisação não irá interferir na disputa da final da Copa do Rei da Espanha, entre Barcelona e Athletic Bilbao, marcada para 30 de maio.