Sócio do Barcelona decide retirar ação judicial sobre contratação de Neymar

  • Por Agência EFE
  • 21/10/2014 16h17

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O sócio do Barcelona, Jordi Cases, retirou a ação que movia contra o clube catalão e o ex-presidente Sandro Rosell por causa da contratação do atacante Neymar, investigada também devido a um possível delito fiscal pela Audiência Nacional espanhola, que continuará com seu processo judicial.

O Barcelona informou, em comunicado, que Cases enviou na manhã desta terça-feira uma carta dirigida ao presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, na qual se diz satisfeito com as informações obtidas sobre a compra do ex-jogador do Santos.

No documento, Cases lembrou que se dirigiu “reiteradamente ao clube solicitando informações sobre suas dúvidas”, suscitadas após a contratação de Neymar, que assinou contrato com o Barcelona em 2013.

Devido a ausência de uma “resposta eficaz” da direção catalã, Cases decidiu entrar com uma ação penal por delito societário contra o clube e o ex-presidente Rosell.

“No marco processual obtive conhecimento completo do que ocorreu e estou em condições de afirmar que não foram observadas condutas constitutivas de delito no âmbito societário, contábil, nem questionamentos sobre os contratos de agência e serviços assinados”, completa a carta, segundo informou o Barcelona.

Cases finaliza a mensagem agradecendo o exercício de transparência mostrado pela direção de Bartomeu que, segundo a opinião do sócio, ficou demonstrado na assembleia realizada no último dia 18.

No mesmo comunicado, o Barcelona garantiu que não abrirá nenhum processo contra Cases e antecipou a resposta do presidente à carta enviada pelo sócio.

“Não posso fazer outra coisa do que celebrar sua decisão perante a evidência de inexistência de conduta com relevância penal e prejuízo ao clube”, afirmou Bartomeu.

No entanto, o processo judicial movido pela Audiência Nacional continuará, já que a promotoria segue investigando os detalhes da contratação do jogador brasileiro.

O caso Neymar está sendo julgado pelo juiz Pablo Ruz, que acusou o ex-presidente Rosell e o Barcelona, como pessoa jurídica, por fraude fiscal e apropriação indébita.

O juiz rejeitou as denúncias contra Bartomeu e o atual vice-presidente econômico do clube, Javier Faus, ao avaliar que não existem elementos suficientes para que os dois sejam investigados.