Sonho, regularidade e novo estilo: Petros se delicia com 1º ano na Espanha

  • Por Jovem Pan
  • 10/06/2016 17h05

O meia Petros é a nova contratação do Real Betis para a próxima temporada do futebol espanhol

Petros foi anunciado oficialmente pelo Real Betis

Quando deixou o Corinthians para reforçar o Betis, em junho de 2015, Petros certamente não imaginava que, um ano depois, estaria tão contente com a sua temporada de estreia no futebol europeu. Titular do décimo colocado do Campeonato Espanhol, o baiano de Juazeiro conversou com exclusividade com Flávio Prado para o Plantão de Domingo, da Rádio Jovem Pan, e fez um balanço de seu ano de “calouro” no Velho Continente. A avaliação, é claro, foi positiva. 

“Para mim, foi maravilhoso. Tratando-se de uma primeira temporada, que sempre apresenta muitas dificuldades de adaptação, foi espetacular“, afirmou Petros, com contagiante animação. Eu joguei muitos minutos e mantive uma regularidade boa. Fiz 33 jogos em um ano, o que, na Europa, é um número absurdo, já que, lá, há o rodízio de jogadores. Foi muito melhor do que eu esperava“, acrescentou.  

Petros também celebrou outro fato: o de ter feito parte de um “mundo” que sempre sonhou. Ele enfrentou (e marcou) Cristiano Ronaldo, dividiu jogadas com Lionel MessiNeymar e Iniesta, e jogou em dois dos estádios mais conhecidos do planeta – algo que desejava desde pequeno. “São coisas legais, porque, quando a gente é criança, sonha em jogar no Camp Nou, no Bernabéu, contra os melhores jogadores… E eu consegui fazer isto“, comentou. 

ex-corintiano, que é obcecado por futebol, ainda classificou a liga espanhola como “a melhor do mundo”. Além disto, comparou-a com o campeonato nacional do Brasil. Para Petros, há uma enorme diferença entre o estilo de jogo praticado na Espanha e o efetuado em campos canarinhos. 

São escolas diferentes. Por exemplo: na Espanha, eles gostam de um time que valorize a posse de bola, que envolva o adversário da defesa ao ataque até chegar ao gol. Por isso, é a melhor liga, a mais bem jogada do mundo. Já no Brasil, era assim antigamente. Hoje, está muito mais parecido com o futebol inglês, de defesa sólida, contra-ataque e muita ligação. Há poucas equipes que tocam a bola“, constatou, com o desejo de continuar no futebol europeu por mais alguns anos.