Técnico do Equador critica árbitro e aponta derrota para Suíça como decisiva

  • Por Agência EFE
  • 25/06/2014 20h32

O técnico Reinaldo Rueda EFE Reinaldo Rueda

O técnico do Equador, o colombiano Reinaldo Rueda, criticou a arbitragem da partida desta quarta-feira contra a França, que terminou empatada em 0 a 0, e disse que a derrota na estreia para a Suíça foi crucial para a eliminação de sua seleção na Copa do Mundo.

Apesar de ter jogado com um a menos desde os cinco minutos do segundo tempo, o Equador criou boas chances para sair de campo com a vitória no Maracanã contra os franceses. Mas a expulsão de Antonio Valencia tirou grande parte da força ofensiva de sua equipe.

O Equador ficou com quatro pontos no grupo E, enquanto os franceses, com sete, e os suíços, que hoje bateram Honduras por 3 a 0 e foram a seis, avançaram às oitavas de final.

“É uma pena tudo o que aconteceu, respeito muito a arbitragem e essas são questões complexas, não há nada a fazer. Perdemos um homem importante em nossa estrutura (Valencia), e o mais importante, pelo que ele significa para o Equador”, disse Rueda.

“Foi difícil manter o resultado, e é uma pena que várias decisões do árbitro não nos tenham favorecido, fica para os especialistas fazer uma avaliação melhor do que aconteceu hoje”, acrescentou, em relação à expulsão de Valencia e também sobre uma cotovelada do zagueiro francês Sakho sobre o volante Minda que passou batida pelo juiz marfinense Noumandiez Doue.

Ainda segundo o treinador, a derrota por 2 a 1 para a Suíça na primeira partida do Equador na Copa teve grande peso para a eliminação.

“Este é um torneio muito curto, e pagamos contra a Suíça. Não estivemos em nosso nível ideal e, infelizmente, nos faltou eficácia”, argumentou.

“As poucas oportunidades têm que ser concretizadas, por isso não conseguimos a classificação no grupo”, frisou.

Além disso, Rueda falou sobre sua possível saída do comando da seleção equatoriana, já que seu vínculo com a federação de futebol do país termina hoje, com o fim da campanha na Copa do Mundo.

“Nosso contrato termina hoje, já está nas mãos da federação equatoriana avaliar o futuro. Acredito que fizemos uma campanha extraordinária, foi feita uma grande renovação que ficará para o futuro do futebol no país”, ressaltou.