Técnicos argentinos dominam a Copa América e “goleiam” brasileiros no banco

  • Por Jovem Pan
  • 29/06/2015 17h56
Sampaoli

Mesmo vivendo uma safra menos brilhante, o Brasil se mantém como um dos grandes exportadores de jogadores para o exterior. Os rivais argentinos ainda estão longe de alcançar nosso país neste sentido, mas estão muito à frente no que diz respeito ao sucesso de seus treinadores no exterior. Enquanto brasileiro como Luxemburgo e Felipão tiveram péssimas experiências na Europa, os “hermanos” são requisitados para comandar equipes de destaque do Velho Continente.

Diego Simeone faz sucesso no Atlético de Madrid; Mauricio Pochettino, na Inglaterra, chegou ao Tottenham após bom trabalho no Southampton; Marcelo Bielsa teve boa passagem pelo Athletic Bilbao e agora dirige o Olympique de Marselha. Entretanto, nem é necessário ir tão longe para constatar o sucesso dos nossos vizinhos pelo mundo: as quatro seleções semifinalistas da atual edição da Copa América são comandadas por treinadores argentinos. Confira um resumo da história de cada um deles.

Jorge Sampaoli – Chile

O treinador passou por times do Peru e da Colômbia, mas se encontrou mesmo no Chile. Pela Universidad de Chile, conquistou os torneios Apertura de 2011 e 2012 e Clausura de 2011. Seu principal feito, no entanto, foi o título da Copa Sul-Americana de 2011, quando a La U se destacou pelo futebol ofensivo e por não perder nenhum jogo na competição. O sucesso lhe rendeu a chance de comandar a seleção do país, cargo que ocupa desde 2012. Na Copa do Mundo de 2014, passou perto de eliminar o Brasil nas oitavas de final. Agora, tem a chance de dar aos chilenos, jogando em casa, seu primeiro título da Copa América.

Ricardo Gareca – Peru

Conhecido pelos brasileiros por conta de seu trabalho no Palmeiras, onde teve passagem curta e sem brilho, Gareca se destacou mesmo no Velez Sarsfield, time que comandou antes de vir para o Verdão. Pelo Vezes, conquistou os torneios Clausura de 2009 e 2011, Inicial de 2012 e Super Final de 2012-13. No comando da seleção peruana, conquistou uma inesperada vaga na semifinal da Copa América, deixando Equador e Bolívia para trás.

Gerardo Marino – Argentina

O atual comandante da Argentina tem na bagagem títulos nacionais por Libertad (3) e Cerro Porteño, no Paraguai, e Newell’s Old Boys em seu país natal. O sucesso neste último o levou ao Barcelona, onde substituiu Tito Vilanova e não conseguiu conquistar títulos na temporada 2013-2014. A nova chance veio na seleção vice-campeã da Copa do Mundo de 2014, no lugar de Alejandro Sabella, onde reencontrou Messi, seu jogador no Barça. Seu estilo se baseia na solidez defensiva, tanto que a Argentina sofreu apenas dois gols até agora na Copa América.

Ramón Díaz – Paraguai

Com experiência como treinador em grandes clubes da Argentina, entre eles River Plate, onde conquistou a Libertadores de 1996, San Lorenzo e Independiente, Ramón Díaz assumiu o Paraguai em 2014. Na Copa América, levou a equipe ao segundo lugar no Grupo B, onde empatou com a seleção de seu país natal após estar perdendo por 2 a 0. Diante do Brasil, nas quartas de final, levou os paraguaios à classificação nos pênaltis depois de encarar o time de Dunga de igual para igual no tempo regulamentar.

Na busca por uma vaga na decisão do título continental, o Chile de Sampaoli enfrenta o Peru de Gareca nesta segunda-feira (29), enquanto a Argentina de Martino pego o Paraguai de Ramón Díaz.