Torcedor morre e sete ficam feridos em tumulto antes de clássico no Engenhão

  • Por Jovem Pan com Estadão Conteúdo
  • 13/02/2017 06h22
RJ - CAMPEONATO CARIOCA/CONFUSÃO - GERAL - Policiais militares usam bombas de gás e balas de borracha para dispersam torcedores de Flamengo e Botafogo que entraram em confronto no entorno do Estádio Nilton Santos (Engenhão), antes da partida entre as equipes pela 4ª rodada da Taça Guanabara (1º turno do Estadual do Rio de Janeiro, na zona norte do Rio, neste domingo. 12/02/2017 - Foto: ARMANDO PAIVA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDOoliciais militares usam bombas de gás e balas de borracha para dispersam torcedores de Flamengo e Botafogo que entraram em confronto - AE

Um torcedor morreu e sete ficaram feridos no entorno do estádio do Engenhão no tumulto que precedeu o jogo do Flamengo contra o Botafogo, neste domingo, pelo Campeonato Carioca. Entre os sete feridos, um deles apresenta quadro grave e está internado no Hospital Salgado Filho. Parte das pessoas foi alvejada por balas. Outras sofreram agressões.

Segundo informação do jornal carioca “Extra”, a vítima fatal é Diego Silva dos Santos, de 28 anos, torcedor do Botafogo. Ele foi baleado no peito, chegou ao hospital em estado grave e não resistiu ao ferimento. 

A Secretaria Municipal de Saúde informou que, dos outros feridos, quatro tiveram alta e três permanecem em atendimento na noite deste domingo.

A saída dos torcedores, após o fim do jogo, ocorreu sem incidentes. Durante a partida, a Polícia Militar reforçou o policiamento no entorno. Policiais que estavam fazendo patrulhamento nas praias da zona sul durante o dia foram transferidos para o estádio. 

O clima ficou tenso no entorno do Engenhão quando torcedores começaram a chegar para o jogo, por volta das 17 horas. Torcidas organizadas do Botafogo e do Flamengo se enfrentaram nos acessos para o estádio. A polícia tentou conter o tumulto com balas e borrachas. Foram ouvidas explosões.

Segundo policiais militares que participaram do esquema de segurança do jogo, o contingente deslocado para a partida foi menor do que o normal por causa das manifestações de familiares de PMs na porta dos batalhões. A assessoria da Polícia Militar, no entanto, informou que o policiamento estava “reforçado” e que o efetivo era suficiente para garantir a segurança das torcidas.

Confira as informações do repórter Rodrigo Viga: