Trocar de técnico resolve? Aproveitamento do São Paulo em 2015 diz que não

  • Por Jovem Pan
  • 09/11/2015 21h45
De Muricy a Doriva

Quando um time começa a jogar mal, a primeira medida que os dirigentes cogitam é trocar de técnico. No entanto, muitos argumentam que essa solução, apesar de ser fácil de ser tomada, não traz resultados. É o caso do São Paulo em 2015. A análise do retrospecto de seus treinadores mostra que o aproveitamento de pontos só caiu a cada troca.

Para chegar a essa conclusão, o Jovem Pan Online fez uma análise dos números e das características de cada um dos quatro técnicos que dirigiram o Tricolor no ano. Confira!

Muricy Ramalho – 65% de aproveitamento

Muricy voltou ao São Paulo em 2013 para livrar o clube do rebaixamento, e conseguiu. Em 2014, foi vice-campeão brasileiro. Em 2015, acabou acertando sua saída para tratar da saúde, mas a contestação a seu trabalho também foi um dos fatores que influenciaram a decisão. O Tricolor por vezes mostrou um futebol ruim, mas os números dizem que o trabalho foi bem feito. Em 18 partidas no banco, Muricy conquistou 11 vitórias, dois empates e 5 derrotas, com aproveitamento de 65%.

Milton Cruz – 64,1% de aproveitamento

Substituto para as horas de sufoco, o auxiliar Milton Cruz teve aproveitamento quase igual ao de Muricy Ramalho no comando técnico. Foram 13 jogos, com 9 vitórias, um empate e 4 derrotas. Isso significa um aproveitamento de 64,1% dos pontos. No entanto, Milton Cruz sempre disse não ter vontade de ser treinador fixo, e o São Paulo seguiu buscando um substituto estrangeiro, até encontrar Juan Carlos Osorio.

Osorio – 51,2% de aproveitamento

Com fama de técnico moderno e ofensivo, o colombiano chegou ao Tricolor em maio e ficou apenas até outubro no cargo. Apesar de algumas boas atuações, sob seu comando, o São Paulo conseguiu aproveitamento mediano, de 51,2%, com sete 12 vitórias, 7 empates e 9 derrotas em 28 partidas disputadas.

Doriva – 33% de aproveitamento

O treinador com vida mais curta no São Paulo em 2015, Doriva entrou numa fria pouco depois de ser contratado, em outubro. Carlos Miguel Aidar, ex-presidente do clube, foi quem bancou sua contratação, mas dias depois renunciou ao cargo em meio a denúncias de corrupção. Sem respaldo da nova diretoria, o ex-técnico da Ponte Preta passou a ser um alvo. Não deu outra: após duas vitórias, um empate e 4 derrotas em sete jogos, ele foi demitido. Agora, Milton Cruz assumirá novamente até o fim do ano.