Trump não vai assistir futebol e NFL caso jogadores se ajoelhem durante hino nacional

  • Por Jovem Pan
  • 14/06/2020 14h24
EFE/EPA/JOHN MINCHILLODonald Trump prometeu não ver jogos de futebol e da NFL se jogadores protestarem durante o hino nacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vai mais assistir a jogos de futebol das seleções norte-americanas ou a partidas da NFL se os jogadores se ajoelharem no gramado durante a execução do hino nacional do país.

No Twitter, Trump endossou uma publicação do deputado republicano Matt Gaetz, da Flórida. Na postagem, o aliado do presidente criticou a decisão da Federação de Futebol dos Estados Unidos de permitir os protestos dos atletas ajoelhados e afirmou que, em sua visão, é preferível que os Estados Unidos não tenham uma seleção de futebol a ter uma equipe que não fique em pé para o hino do país.

“Não vou assistir mais”, disse Trump. Em seguida, o chefe do Executivo dos Estados Unidos acrescentou: “Parece que a NFL está indo na mesma direção também, mas não comigo assistindo”.

Recentemente, a US Soccer decidiu revogar, por meio de votação, a regra que proibia os jogadores da seleção nacional de protestarem ajoelhando-se no gramado durante a execução do hino do país. A norma estabelecia desde 2017 que os jogadores de futebol deveriam “ficar de pé respeitosamente” durante a cerimônia do hino antes dos jogos. Além disso, a federação norte-americana pediu desculpas aos atletas, especialmente aos negros, e reconheceu que a proibição não deveria ter vigorado.

Por sua vez, a NFL reconheceu que a liga errou ao não dar atenção às manifestações antirracistas por parte dos jogadores e afirmou que eles devem ser livres para protestarem. A liga também assegurou que apoia a luta contra a discriminação racial e que quer ser parte da “tão necessária mudança nesse país”.

Trump chegou a ironizar as declarações do comissário da NFL e disse que ele estaria sugerindo que seria positivo os jogadores “desrespeitarem nosso país e a nossa bandeira”.

As mudanças de conduta das entidades ocorrem na esteira das manifestações que eclodiram nos Estados Unidos e em vários países do mundo em decorrência da morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos morto por um policial branco chamado Derek Chauvin, em Minneapolis. Na abordagem, o agente permaneceu com o joelho em cima de seu pescoço por mais de oito minutos.

*Com Estadão Conteúdo