Usain Bolt volta ao Ninho do Pássaro para disputar Mundial de Atletismo

  • Por Agencia EFE
  • 21/08/2015 17h19

Pequim, 21 ago (EFE).- Após sete anos, o Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim, voltará a receber o velocista jamaicano Usain Bolt, que começou a escrever sua história de supremacia no atletismo justamente neste palco, onde disputará o Campeonato Mundial da modalidade, que começa neste sábado.

Na pista montada na principal instalação olímpica dos Jogos de 2008, Bolt, na época com 21 anos, disputou três provas. No meio delas, fez aniversário e se deu de presente o ouro e o recorde mundial em todas: 100 e 200 metros rasos, além do revezamento 4×100, junto com Asafa Powell, Michael Frater e Nesta Carter.

O triplete foi repetido quatro anos depois, em Londres, mas o recorde mundial só foi quebrado na prova por equipes. As marcas obtidas em Pequim nos 100 e 200 foram derrubadas pelo próprio Bolt em 2009, na edição do Mundial disputada em Berlim.

A volta ao Ninho do Pássaro pode ser encarada como a entrada na reta final da carreira do jamaicano, que já admitiu ter intenção de se aposentar depois da próxima edição do Mundial, em 2017, na capital britânica. Na China, o velocista também tentará mostrar que está 100% recuperado de lesão no pé direito.

Em 2015, Bolt não é o mais rápido nem nos 100, nem nos 200 metros rasos, com os tempos de 9s87 e 20s13. Cabe ao americano Justin Gatlin a honra de ser o homem mais veloz do mundo na atualidade, liderando o ranking das duas provas, com 9s74 e 19s57.

O campeão olímpico e mundial dos 100 em 2004 e 2005, respectivamente, vive a melhor fase da carreira, tendo feito o melhor tempo na carreira nas duas provas de mais velocidade. A promessa é que o americano seja um oponente a altura do jamaicano, na disputa mais atrativa da competição.

Na China, o “rei” das provas de fundo também estará presente. O britânico Mo Farah, que buscará fazer a dobradinha nos 5 mil e 10 mil metros, como aconteceu em Londres, no Mundial de 2013, em Moscou, e no Europeu de 2014, em Zurique.

O corredor, nascido na Somália, chega para a competição em momento conturbado, já que seu técnico, o americano Alberto Salazar, foi acusado de envolvimento em esquema de doping, o que ambos negam.

Entre os brasileiros, dois nomes despontam como candidatos a sair de Pequim com medalhas, ambos no salto com vara. Fabiana Murer é atual vice-líder do ranking mundial, com a marca de 4m83, atrás da cubana Yarisley Silva, que já saltou 4m91.

A prova, no entanto, promete ser uma das mais equilibradas desta edição do Mundial, já que a grega Nikoleta Kyriakopoulou, a americana Jennifer Suhr e a russa Anzhelika Sidorova, também aparecem com chances reais de subir ao pódio.

No masculino, Thiago Braz fez o quarto melhor salto de 2015, com 5m92, atrás do francês Renaud Lavillenie (6m05), detentor do recorde mundial com 6m16, do alemão Raphael Marcel Holzdeppe (5m94) e do canadense Shawnacy Barber (5m93).

Ao todo, 34 brasileiros disputarão o Mundial, no último grande teste do atletismo do país antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O principal objetivo é apagar a má impressão deixada no Pan de Toronto.

No Pan, o Brasil conquistou uma medalha de ouro, com Juliana dos Santos, nos 5 mil metros, que não estará no Mundial de Pequim. Além disso, foram seis medalhas de prata e outras seis de bronze.

A competição na capital chinesa acontecerá entre este sábado e o próximo dia 30. Ao todo, 1936 atletas participarão, entre homens e mulheres, de 207 nacionalidades. EFE