Vadão comenta “desafio” no Rio-2016 e destaca evolução da Seleção feminina

  • Por Jovem Pan
  • 11/04/2016 10h10
Vadão explicou a preparação da Seleção feminina para a disputa dos Jogos do Rio-2016

Se no futebol masculino, o grande objetivo da Seleção Brasileira é  a conquista inédita medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio-2016, no feminino a missão não é diferente. Trabalhando com muitas dificuldades, o técnico das meninas do Brasil, Vadão sabe o tamanho do desafio que tem pela frente para levar o país ao lugar mais alto do pódio no Maracanã.

Em entrevista exclusiva à rádio Jovem Pan, Vadão comentou a preparação da Seleção feminina para o Rio-2016 e ainda pediu que o país crie um plano nacional para o desenvolvimento do futebol feminino.

“O desafio é grande. Quando eu estava na Ponte Preta, dois anos atrás e recebi o convite para dirigir a Seleção, o projeto todo era para chegar na olimpíada. Dois anos e meio de trabalho para, de alguma forma, tentar trazer a medalha de ouro. Detectamos, no início, que precisaríamos treinar mais, até por causa do nível físico. A disparidade quando se joga contra Alemanha, Estados Unidos, França, em termos físicos, é muito grande. Sugerimos a criação da seleção permanente, o presidente concordou, confiou, e o ano passado ficamos o ano todo com a seleção permanente, a equipe teve uma evolução muito grande”, explicou Vadão.

“A base que criamos ano passado já tem a forma exata de jogar, nossa preocupação é deixar todas as atletas fisicamente em ordem”, completou.

O treinador brasileiro destacou as dificuldades de trabalhar com o futebol feminino no país e, usando exemplos da Alemanha, dos Estados Unidos e da China, pediu que a CBF e o governo criem um plano nacional de desenvolvimento do futebol.

“No Brasil não jogamos futebol feminino. É muito pouco. Precisamos fazer o país jogar, em outros países jogam na escola. Na China, por exemplo, o futebol passou a ser plano de governo, tanto masculino quanto feminino. Não temos um plano de governo, plano escolar, para que o futebol se fortaleça. Quando muita gente estiver jogando futebol feminino, a chance de encontrar uma marta aumenta”, comentou.

Vadão ainda listou os principais rivais brasileiros na luta pelo ouro olímpico e destacou que a tradição no futebol masculino não é sinônimo de bom desempenho no feminino.

“A gente sabe que é muito difícil. A preparação dessas equipes é muito grande. Os grandes adversários, Alemanha, Estados Unidos, a França, Canadá é uma equipe competitiva, Austrália é muito forte”, disse Vadão.