Às vésperas da morte de Senna, Rubinho fala da perda de Ratzenberger e diz que não largaria F1

  • Por Jovem Pan
  • 30/04/2014 10h21
20 anos depois

O Grande Prêmio de San Marino de 1994 é lembrado pela morte de Ayrton Senna, no dia 1º de maio, mas os treinos anteriores já mostravam que o fim de semana não seria dos mais felizes. No dia 29, sexta-feira, o brasileiro Rubens Barrichello capotou seu carro, bateu na barreira de pneus e teve que ser socorrido, assustando bastante gente. Felizmente, o piloto sofreu apenas ferimentos leves no braço e uma fratura no nariz, mas ficou de fora da corrida.

No sábado, nos treinos classificatórios, outro acidente. O austríaco Roland Ratzenberger bateu em uma curva e não sobreviveu. A Fórmula 1 não sofria uma morte há oito anos, e não imaginava que no domingo teria mais uma grande perda.

Rubens Barrichello deu uma entrevista logo após o ocorrido, falando da sua situação, da segurança dos pilotos e sobre a perda de um colega, e destacou o amor pela categoria.

“A minha posição não deixa só de ser triste. E de um lamento muito grande de perder um colega, mas o que eu posso falar? A coisa que eu mais amo na vida é Fórmula 1, a coisa que eu mais quero fazer na vida é Fórmula 1, o que lutei a vida inteira para fazer é Fórmula 1. Então eu só tenho Fórmula 1 na cabeça. Se parar de fazer isso agora porque aconteceram esses acidentes eu não vou mais ser feliz na minha vida”.

Segundo ele, tudo tem um preço, e é preciso saber que tem uma hora para chegar. Rubinho declarou acreditar em predestinação, e afirmou que se acontecesse com ele, de morrer em um acidente de carro na F-1, estaria feliz. “Era aquilo que eu queria estar fazendo. Tenho que lutar o máximo para ser o mais veloz possível e deixar que as coisas aconteçam sem problemas”.

Ele ainda falou sobre o problema econômico, que muitos pilotos bons ficavam de fora do grupo da categoria principal por falta de patrocínio, e que no seu início, se preocupou em ser cauteloso e não arriscar tanto.

“Eu acredito que por algumas vezes tem piloto que não tem condições de guiar. Eu comecei muito cedo, muito preocupado com o que eu via pela frente, mas o que mais importa é que comecei consciente, olhando para o lado, para que não atrapalhasse, não perturbasse ninguém. É como uma escola, com certeza tem que ter princípio”.