Zagueiro Alemão, do Ituano, fala sobre título e nega ser desleal em campo

  • Por Jovem Pan
  • 14/04/2014 21h06

O zagueiro Alemão (esq.) foi um dos destaques do Ituano no título do Paulistão 2014

Alemão

Uma das principais peças do elenco do Ituano que conquistou o título do Campeonato Paulista sobre o Santos, o zagueiro Alemão chegou a cometer o pênalti em cima de Cícero que acabou originando o único gol do alvinegro praiano na decisão estadual.

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Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o defensor falou sobre o lance e também sobre o time de Itu (SP), que surpreendeu a muitos ao faturar o torneio. Alemão deu sua opinião em relação ao pênalti cometido em Cícero e frisou que ele não deveria ter sido marcado.

“Eu cheguei para o juiz e falei: ‘não foi pênalti, tenho convicção que peguei a bola’. Ele disse que era para eu parar de reclamar. Falei para ele o jogo todinho que não tinha sido pênalti. Futebol tem contato. Eu não peguei ele primeiro, eu peguei a bola”, disse, deixando claro também que só soube que o meia Cícero estava em posição irregular no lance após o apito final.

“Do impedimento do Cícero eu só fiquei sabendo quando o jogo terminou, quando foi para a cobrança de pênaltis. O Anselmo, nosso preparador físico, e chegou falando que houve impedimento”, prosseguiu o zagueiro.

Alemão também foi bastante criticado na fase final do Paulistão, sobretudo após a semifinal contra o Palmeiras, quando ele acabou se chocando contra o atacante Alan Kardec, do alviverde paulista, e o atleta acabou não voltando para o jogo com uma lesão na coxa. Porém, apesar deste lance isolado, o zagueiro declarou que não é desleal.

“Eu jogo duro, não posso negar. Mas eu sou leal. Na minha carreira eu nunca tirei um jogador de campo. Na trombada que tive com o (Alan) Kardec, todo mundo falou que eu sou violento, foi uma trombada normal de jogo. Infelizmente o meu joelho pegou na coxa dele e ele não conseguiu ficar no jogo”, falou Alemão. “Muita gente me criticou, falou que eu era maldoso, mas nada disso. Não cheguei a ser expulso no campeonato, tomei poucos cartões e faço poucas faltas. No jogo contra o Palmeiras, acho que fiz apenas três faltas. Como que um jogador maldoso só faz três faltas no jogo?”, indagou.

Ao elogiar o sistema defensivo do Ituano, Alemão elogiou todo o elenco: “é o empenho de todos. O pessoal lá da frente, que ajuda bastante. O esquema que o professor Doriva colocou no Ituano encaixou muito bem. Todo mundo marcando, todo mundo se doando ao máximo. E isso facilitava para mim, para o (Anderson) Salles, para o pessoal que joga lá atrás”.

A disputa do título do Campeonato Paulista acabou indo para os pênaltis, depois de uma vitória por 1 a 0 para cada equipe nos dois jogos da final. E mesmo a decisão nas penalidades acabou somente após 15 cobradores baterem pênaltis. Sobre essa longa disputa, Alemão brincou que estava ficando nervoso ao ver sua vez de bater chegando.

“Rapaz, na hora que faltava só eu e o Josa, o Josa olhou para mim e falou: ‘e aí, Alemão, quem vai bater?”. Eu respondi: ‘você decide’”, falou, de forma bem-humorada. “Ele levantou e falou que ia bater. Eu disse: ‘tranquilo, deixa eu para o final’. Zagueiro, a gente prefere marcar do que tentar bater pênalti”, completou.

O defensor, natural de Vitória, no Espírito Santo, também falou sobre sua relação com Josa, companheiro de longa data: “desde o final de 2010 aonde um vai, o outro está. É um parceiro, amigo, como se fosse um irmão já, é da família. E, graças a Deus, neste ano a gente teve a oportunidade de ser campeão”.

Por fim, o zagueiro Alemão admitiu não saber qual será seu futuro. “Meu empresário Juninho vai acertar com o Salgueiro, sou vinculado ao clube até o final de 2015. Vou sentar com meu empresário e com o presidente do Salgueiro para ver o que é melhor”, finalizou o capixaba.