Zagueiro brasileiro faz caminho inverso e se destaca no futebol uruguaio

Enquanto uruguaios e argentinos fazem a alegria das torcidas brasileiras, carioca conquistou a exigente ‘hinchada’ do Nacional

  • Por Jovem Pan
  • 26/06/2022 12h13
Divulgação / Nacional Léo Coelho Léo Coelho teve passagen de pouco destaque pelo Santos, mas hoje se destaca com a camisa de outro tricampeão da Libertadores

Chegar em um outro país, assumir a titularidade de um dos grandes clubes da América do Sul e, de quebra, cair nas graças da torcida. Feitos que não são para qualquer um e que, nos últimos tempos, são a história de muitos estrangeiros que desembarcaram no Brasil. O zagueiro carioca Léo Coelho fez o caminho inverso e construiu essa trajetória com as cores do Nacional do Uruguai. Aos 29 anos, o jogador, que não alcançou a fama em seu país de origem — vestiu a camisa de nove times no Brasil, entre eles Santos e Portuguesa —, chegou por empréstimo no início da temporada, após boas atuações pelo Atlético San Luís, do México, e pelo Fênix, do Uruguai. O contrato com o Nacional vai até o final do ano, e o zagueiro torce pela permanência. “Gostaria de ficar muitos anos aqui. Tomara que tudo dê certo. Claro que envolve muitas coisas, mas, se tudo se encaixar, eu escolho ficar porque estou muito feliz e encantado com o clube”, disse o beque, que pertence ao San Luís, do México.

Léo Coelho tem apenas 20 jogos pelo Nacional, mas, com um estilo “xerifão” rapidamente conquistou a exigente torcida do tradicional clube uruguaio, tricampeão da Libertadores. “Que tremendo zagueiro”, suspirou um torcedor do Bolso no Twitter. “Léo Coelho é outro nível”, disse outro. “Graças a Deus, pude agradar os torcedores. É uma das partes mais lindas da minha história aqui. Sinto o apoio deles, a paixão deles, e isso me acende em cada jogo”, declarou Léo. Eliminado da Libertadores, o carioca quer ajudar o time a conquistar a primeira Sul-Americana da história. “Jogar uma Libertadores é o auge para o nosso futebol sul americano, e estou muito grato a Deus por poder ter vivido isso. Jogar torneios continentais é incrível, porque é a oportunidade de se mostrar internacionalmente. O que posso imaginar e sonhar são títulos”, completou.