2017 será um ano duríssimo para a indústria, prevê CNI

  • Por Estadão Conteúdo
  • 13/12/2016 13h24
Robson Braga de Andrade

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse nesta terça-feira (13) que o ano de 2017 será “duríssimo” para a indústria. A previsão da confederação é que a atividade volte a crescer a partir do segundo semestre e suba 0,5% em 2015. 

Andrade evitou fazer críticas ao atual governo, mas disse que o ajuste fiscal não está ajudando a economia a crescer e gerar emprego. “A única forma de fazer reequilíbrio fiscal é pelo gasto, não há espaço para mais carga tributária”, acrescentou. 

Ele ressaltou que a reforma da Previdência é fundamental e pediu também que sejam feitas mudanças na legislação trabalhista. 

Andrade lembrou que o endividamento das empresas está muito alto e que não há mecanismos para a renegociação de dívidas. Ele defendeu a criação de um programa de reestruturação de débitos tributários das empresas com a União e Estados. “Se não houver equacionamento desses débitos, as empresas não conseguem licenças, financiamentos, nem pagar funcionários”, observou.