Abbas condena “ataque” israelense à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém

  • Por Agencia EFE
  • 13/09/2015 12h59

Jerusalém, 13 set (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condenou com dureza a ação da polícia israelense neste domingo na Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, onde dezenas de pessoas ficaram feridas, informou a agência oficial palestina “Wafa”.

Através de seu porta-voz, Nabil Abu Rudeina, o dirigente palestino denunciou o “ataque” israelense “contra a mesquita e os fiéis” que se encontravam em seu interior, e ressaltou que os lugares santos muçulmanos e cristãos são uma “linha vermelha que não deve ser transpassada” e que “não permanecerá de braços cruzados perante estes ataques”.

O porta-voz presidencial assinalou que Abbas intensificou os contatos com lideranças árabes e regionais, além da comunidade internacional, em particular com a Jordânia, país responsável pela custódia dos lugares santos em Jerusalém Oriental em virtude do acordo de paz assinado com Israel em 1994.

Dezenas de palestinos ficaram feridos, a maioria com sintomas de asfixia, em uma ação da polícia israelense na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, horas antes que se inicie em Israel a celebração do Ano Novo judaico.

Fontes do Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha) cifraram em pelo menos 110 as pessoas que precisaram de assistência médica como consequência da entrada esta manhã de forças policiais israelenses no recinto que abriga a Mesquita de Al-Aqsa, terceira na hierarquia do islã, localizada em Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel desde 1967.

Amin Abu Ghazaleh, responsável por ambulâncias desse organismo, disse que 20 feridos foram transferidos ao Hospital Al-Makased, em Jerusalém Oriental, entre eles três com lesões no peito e um na cabeça, segundo informou a agência local “Maan”.

As forças de segurança atiraram abaixo a porta principal do santuário muçulmano e tomaram o controle da área pouco depois, no meio de uma batalha campal com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral lançadas pelas forças israelenses.

A polícia israelense informou que suas forças entraram no recinto sagrado após receber assessoria dos organismos de inteligência que advertiram que grupos de palestinos se preparavam para provocar distúrbios.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu em comunicado que seu país atuará “com todos os meios a seu alcance para preservar o status quo e a ordem pública no Monte do Templo” e que tem “a obrigação de atuar contra os que violam a lei, a fim de preservar a liberdade de culto no lugar”. EFE