Acordo com Estados será mantido, diz Meirelles

  • Por Estadão Conteúdo
  • 16/08/2016 08h41
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala durante reunião com o presidente interino Michel Temer e líderes empresariais de vários setores produtivos, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acredita que o governo vai conseguir manter o texto-base da renegociação da dívida dos Estados na sua integralidade, com rejeição de todos os destaques apresentados ao projeto. “Está indo tudo muito bem: foi apoiado o acordo integralmente, foi aprovada a contrapartida relevante, que é a criação do teto dos gastos, que vai garantir o ajuste fiscal dos Estados”, disse, na última segunda-feira, 15, após participar de jantar com a presença do presidente em exercício Michel Temer, na casa do relator do projeto, o deputado Esperidião Amin (PP-SC). “Temos alguns destaques a serem votados, mas estamos confiantes que vai ser mantida a integralidade do acordo. Portanto, podemos dizer que o ajuste fiscal vai muito bem”, completou. 

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que deixou o jantar um pouco antes de Meirelles, também afirmou que os destaques ao texto serão rejeitados. “Não vai haver aprovação de nenhum destaque. Essa especulação não prospera, vamos manter o projeto. A discussão já foi feita, agora é votar”, disse. 

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que deixou o jantar com Meirelles, explicou ainda que a requisição dos Estados por ajuda financeira foi repassado ao ministro da Fazenda a pedido de Temer e está sendo avaliado. Meirelles confirmou que está na fase preliminar de avaliação e ressaltou que “o que é prioritário é o ajuste fiscal para dar confiança na economia para todos poderem crescer, o que significa os Estados também melhorarem”. 

Orçamento

Meirelles reiterou que o governo ainda não trabalha com o “plano C”, de aumento de impostos, para garantir o cumprimento da meta fiscal e confirmou que a previsão de aumento do PIB para 2017, divulgada em maio, de 1,2%, será revisada para cima.