Agricultores bloqueiam principal estrada da Grécia contra reforma tributária

  • Por Agencia EFE
  • 09/02/2014 14h42

Atenas, 9 fev (EFE).- Centenas de tratores e milhares de pessoas bloquearam neste domingo uma das principais estradas da Grécia em protesto pela reforma tributária do setor agrícola que o Governo do conservador Antonis Samaras prepara.

Durante quase duas horas, os agricultores helenos bloquearam a via que liga Atenas e Salônica, as duas principais cidades do país, onde se concentraram os manifestantes chegados de várias partes do país.

A presença policial foi grande, embora não houve distúrbios como os ocorridos em bloqueios de dias anteriores.

Já no sábado, os agricultores gregos tinham estabelecido 23 bloqueios noticiados em diferentes estradas do país.

Os produtores agropecuários protestam contra os elevados impostos e concretamente contra o aumento do IVA, que eleva seus custos de produção enquanto se veem obrigados a vender seus produtos a preços mais baixos devido à crise que castiga a Grécia há seis anos.

Os sindicatos agrícolas exigem das autoridades medidas para reduzir os custos de produção, como a compra de petróleo livre de impostos e a eletricidade a menor preço durante a noite, assim como planos de impulso à pecuária e melhores condições nos créditos bancários.

Apesar do Governo suavizar algumas das medidas que prepara, os sindicatos não se dão por satisfeitos e anunciaram a continuação dos protestos e os bloqueios de estradas.

Na segunda-feira está previsto que representantes sindicais agrícolas se reúnam com dirigentes de vários partidos políticos e espera-se uma reunião com o ministro das Finanças, Yannis Sturnaras.

Por outro lado, em Kavala, no norte da Grécia, cerca de 2.500 agricultores se manifestaram contra a desapropriação de terras de cultivo para a construção do gasoduto TAP, que conectará a fronteira turco-helena com o sul da Itália através da Grécia, Albânia e os mar Adriático.

Os protestos agrários são um desafio para o partido do primeiro-ministro, Nova Democracia, cujo celeiro de votos se encontra especialmente no mundo rural.

Por outro lado, o Governo é obrigado por seus compromissos com a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) a aumentar a pressão impositiva aos agricultores, até agora muito baixa.EFE