Ajuste fiscal incluí medidas muito duras, disse ministro das Cidades

  • Por Agência Brasil
  • 09/03/2015 14h30

Gilberto KassabGilberto Kassab

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, classificou de “muito duras” algumas das medidas de ajuste previstas pelo governo. “A nossa economia precisa e passa por aperfeiçoamentos e, em alguns aspectos, são muito duras essas correções”, disse hoje (9) o ministro, na abertura do 11º Congresso Brasileiro da Indústria da Construção, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Neste momento de crise, é importante que a sociedade confie nos responsáveis pela condução do programa de ajuste. Aqueles que administram a política econômica precisam ter a nossa confiança, mas temos que ter diálogo, para que todos possam conhecer os seus limites.” Segundo o ministro, os ajustes são importantes para que o país não fique estagnado. “Não podemos parar, não só porque precisamos de mais empregos. Não podemos parar porque sabemos o quanto é penoso retomar o crescimento e a geração de empregos.”

Para Kassab, o evento é um momento não só para discussões técnicas, mas para abertura de diálogo entre vários setores sociais. Hoje, além de discussões no campo técnico, da eficiência, é possível considerar a opinião daqueles que querem a retomada do desenvolvimento, dos que querem o diálogo, disse o ministro, que deixou o local sem falar à imprensa.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou parte das medidas propostas pelo governo, em especial, o aumento de impostos. “Não aceitamos, sob hipótese alguma, que as empresas brasileiras sejam mais oneradas do que já estão”, disse Skaf, ao se referir à proposta que deverá ser debatida no Congresso para aumentar as alíquotas de contribuição previdenciária das empresas sobre as receitas brutas. “Daremos apoio ao ajuste fiscal, desde que se faça cortando despesas, e não aumentando receitas, por meio do aumento de impostos.”