Alckmin afirma que motivo de greve no Metrô é esfarrapado e acredita em movimento político por trás

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2014 07h54
Alckmin conta detalhes sobre sistema de trem intercidades

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (05), em entrevista à JOVEM PAN, que a greve de funcionários do Metrô é “nitidamente um movimento político”. Para ele, a paralisação não se justifica porque vários benefícios já foram dados à categoria, inclusive reajustes salariais acima da inflação.

“Há um nítido movimento político para criar esse caos, essa bagunça e está claro o desrespeito à ordem judicial que garantiu 100% no horário de pico e 70% nos horários normais”, afirmou ao Jornal da Manhã.

Alckmin também detalhou o que já foi concedido aos funcionários metropolitano: “Demos ajustes superiores à inflação, 8,7% contra 5,2%. O vale alimentação passou de R$ 207 para R$ 290, pago inclusive no décimo terceiro; vale refeição passou de R$ 615 para R$ 670”.

O governador não deixou de reforçar o não cumprimento da decisão da Justiça por parte dos sindicalistas. Para ele, o argumento para paralisar as operações é esfarrapada. “É um absurdo porque simplesmente ignoram decisão judicial. Nem essa desculpa esfarrapada de que teria que ser dois digitos existe mais”.

O mandatário paulista lembrou que a linha 4-amarela, que tem outro sindicato, não aderiu ao movimento de greve ainda que tenha obtido o “reajuste seco da inflação”. Perguntado sobre os novos trechos em construção na cidade e a possibilidade de enfrentar problemas, Alckmin explicou que a linha 6 também terá administração privada.

E com o caos já instaurado na capital paulista, o governador falou que o próximo passo é esperar o dissídio. “O governo ja fez seis propostas, cada vez tem outra exigência. Nitidamente era fazer a greve, agora é ter o dissídio o mais rápido possível”, finalizou.