Alemanha avalia positivamente a redução do crescimento chinês

  • Por Agencia EFE
  • 05/09/2015 15h41

Ancara, 5 set (EFE). A redução de crescimento econômico da China de números de dois dígitos até um previsível 6% desacelerará a economia mundial, mas não há motivo para nervosismo, afirmou neste sábado o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, em entrevista coletiva após a reunião do G20 em Ancara, na Turquia.

“A China fez amplas reformas estruturais e confiamos que continuem. Há consenso que a moeda chinesa, quando cumprir as condições, o que ainda não é o caso, se integrará na cesta de divisas do Fundo Monetário Internacional”, argumentou Schäuble.

Jens Weidmann, governador do Banco Central alemão, inclusive “felicitou” a China por ter se adaptado a um “crescimento mais equilibrado”, apesar de ter identificado esta desaceleração como “motivo principal” da queda do volume do comércio mundial que atualmente está decrescendo.

Os efeitos da queda da bolsa “serão limitados, inclusive no mercado interno chinês, mas uma perda de confiança na economia chinesa será menos previsível e poderá ter efeitos piores, apesar de limitáveis se continuarem as reformas e caso se aja com transparência”, disse Weidmann.

Schäuble, no entanto, apontou que o momento mais tenso na reunião do G20 ocorreu quando a China pediu de última hora para que fosse retirada da declaração final uma frase que pedia mais reformas estruturais e definia a política monetária como “insuficiente” para garantir um crescimento equilibrado. EFE