Alerta contra a dengue: combate ao vetor é a medida mais eficaz de prevenção

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2016 14h27
Paraná promove mobilização contra o mosquito da dengue nesta quarta-feira, 09/12. Curitiba, 08/12/2015 Foto: Venilton Kuchler / ANPr Venilton Kuchler/ANPr Dengue

1,6 milhão de casos de dengue foram registrados no Brasil em 2015. Segundo o Ministério da Saúde, atualmente 199 municípios brasileiros oferecem situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika, e outros 665 estão em situação de alerta. As três enfermidades são clinicamente parecidas e transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti.

A dengue é a mais comum no Brasil, e também a mais grave. Chega a durar sete dias e costuma causar dores de cabeça e no corpo, manchas e coceiras na pele, fraqueza e febre. Em quadros mais graves, pode se tornar hemorrágica, levando a pessoa infectada a sofrer alterações na coagulação sanguínea. Se não for tratada com rapidez, a doença pode levar à morte.

A febre chikungunya tem como sintoma mais característico as dores intensas nas articulações, além dos que são comuns à dengue. Embora seja menos grave, a dor que causa pode tornar-se crônica, causando dificuldade na movimentação. Entre os fatores de risco para a não recuperação estão idade avançada (mais de 65 anos) e problemas de articulação pré-existentes.

O quadro mais sutil é o decorrente da infecção por zika vírus. Os sintomas são semelhantes aos da dengue e da chikungunya e duram, em média, 6 dias. A doença torna-se mais perigosa quando ocorre no período de gestação, pois o vírus tem a capacidade de infectar o bebê e lhe causar microcefalia. O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (20), novo boletim epidemiológico que aponta 3.893 casos de microcefalia associada ao zika vírus no Brasil.

Prevenção

Em todos os casos, a prevenção está ligada a evitar o contato com o Aedes aegypti. Não deixar água acumular em pneus, latas, vasos de plantas, manter a caixa d’água tampada, limpar calhas são ações já conhecidas para prevenir a formação de criadouros e a proliferação do mosquito.

Outras medidas como passar repelentes, instalar telas em janelas, usar roupas que cubram as pernas e os braços – algo difícil de colocar em prática no verão – podem diminuir o risco de contato com o vetor.

Avanços no combate

Uma vacina contra a dengue já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve ser comercializada ainda em 2016. Produzida pela empresa francesa Sanofi Pasteur, a vacina promete reduzir em até 93% os casos graves da patologia.

Além desta vacina, outro importante avanço no combate às doenças é o teste que permitirá o diagnóstico simultâneo da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Confirmada pelo Ministério da Saúde, a novidade será disponibilizada a partir de fevereiro.