Alta de 2,3% na indústria em dezembro foi melhor resultado para mês desde 2011

  • Por Estadão Conteúdo
  • 01/02/2017 10h44
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An employee of Ajinomoto Co works on a Hon-Dashi, or bonito base seasoning packaging line at the company's Kawasaki factory in Kawasaki, south of Tokyo, Japan, June 29, 2015. Japanese industrial output fell in May at the fastest pace in three months, adding to fears the economy may have contracted in the current quarter and putting the onus on consumers to drive a near-term rebound as exports remain in the doldrums. REUTERS/Yuya Shino Reuters Indústria

A alta de 2,3% na produção industrial em dezembro ante novembro foi a mais acentuada desde junho de 2013, quando cresceu 3,5%. Se considerados apenas os meses de dezembro, o desempenho foi o melhor desde 2011, quando o crescimento foi de 2,7%, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Após dois resultados positivos consecutivos, a indústria acumulou um avanço de 2,6% no último bimestre de 2016.

No quarto trimestre do ano, entretanto, houve queda de 3,1% na indústria em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Ramos

O desempenho positivo da produção industrial em dezembro foi disseminado entre as atividades pesquisadas. Entre os 24 ramos investigados, 16 registraram crescimento em relação a novembro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo IBGE.

O avanço na produção de automóveis e caminhões foi o destaque do mês, com maior impacto para o total da indústria, segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias aumentou 10,8%, após a expansão de 6,9% verificada no mês anterior.

Outras contribuições positivas relevantes foram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (5,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (15,2%), produtos de borracha e de material plástico (8,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (10,9%), indústrias extrativas (1,6%), produtos alimentícios (0,9%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (7,6%), máquinas e equipamentos (2,4%) e móveis (9,6%).

Entre os oito ramos que tiveram perdas na produção no mês, os desempenhos de maior impacto sobre a média geral foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,9%) e bebidas (-5,5%). As três atividades também apontaram taxas negativas em novembro ante outubro: -1,8%, -3,9% e -0,3%, respectivamente.

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