Americano pagou US$ 55 mil para caçar leão mais famoso do Zimbábue

  • Por Agencia EFE
  • 28/07/2015 16h21
Cecil

Um caçador americano pagou US$ 55 mil para matar Cecil, o leão mais famoso do Zimbábue, cuja morte provocou uma grande polêmica entre os conservacionistas locais porque consideram que a caçada foi organizada de forma ilegal.

A nacionalidade do caçador responsável pela morte de Cecil foi confirmada nesta terça-feira por um importante grupo conservacionista do país, depois que a Associação de Caçadores e Guias Profissionais do Zimbábue (ZPHGA, em inglês) atribuiu a caça a um espanhol, extremo que foi desmentido à Agência Efe por fontes diplomáticas.

A Força Especial para a Conservação do Zimbábue (ZCTF, em suas siglas inglesas) identificou hoje o caçador como Walter James Palmer, de Minnesota.

Segundo este grupo conservacionista, Palmer participou em 6 de julho de uma caçada noturna no Parque Nacional de Hwange, no oeste do Zimbábue.

Cecil, de 13 anos de idade, foi atraído com uma presa amarrada a um veículo como isca para abatê-lo fora do parque, de modo que tecnicamente já não seria ilegal caçá-lo.

“Palmer disparou contra Cecil com um arco e uma flecha, mas este disparo não o matou. O rastrearam até encontrá-lo, 40 horas mais tarde, e voltaram a disparar contra ele com uma arma”, explicou o presidente da ZCTF, Johnny Rodrigues, aos meios de comunicação locais.

O assassinato provocou indignação no mundo todo e reavivou os pedidos de proibição de caça de leão no Zimbábue.

O ministro de Turismo, Walter Mzembi, descreveu o assassinato como um “crime atroz”.

O caçador profissional Theo Bronkhorst, que dirigiu a caçada, e o agricultor Honesto Ndlovu, em cujas terras Cecil foi alcançado, comparecerão amanhã nos tribunais da turística cidade de Victoria Falls -onde se encontram as famosas cataratas- para prestar depoimento sobre a morte de Cecil.

Parques estatais do Zimbábue disseram que Ndlovu não tinha permissão para vender uma caçada de leões.

Os filhotes de Cecil provavelmente morrerão também, já que o macho que quiser tomar o bastão à frente da manada matará seus filhos para encorajar as fêmeas a cruzar com ele, explicou o conservacionista Rodrigues. EFE