Americano preso em Pyongyang diz que Washington pretende libertá-lo em breve

  • Por Agencia EFE
  • 08/02/2014 06h22

Tóquio, 8 fev (EFE).- O cidadão americano Kenneth Bae, preso desde 2012 na Coreia do Norte, disse em entrevista publicada neste sábado pelo jornal “Choson Sinbo” que um enviado especial de Washington viajará para Pyongyang ainda este mês para tentar sua libertação.

Na entrevista, realizada no “centro correcional especial” nos arredores de Pyongyang onde está detido, o missionário americano de origem coreana garantiu que Robert King, o enviado especial dos EUA para assuntos de direitos humanos na Coreia do Norte, poderá viajar nos próximos dias para a capital norte-coreana.

Bae, de 45 anos, declarou ao jornal pró-Coreia do Norte editado no Japão que obteve a informação sobre a possível viagem de King, que poderia acontecer “no final de fevereiro”, através de um funcionário da embaixada da Suécia em Pyongyang.

Nesta delegação diplomática fica o “Escritório de Interesses” dos EUA na Coreia do Norte, já que Washington não mantém relações diplomáticas com Pyongyang.

O Departamento de Estado dos EUA confirmou hoje que Bae, que sofre vários problemas crônicos de saúde, voltou no dia 20 de janeiro para um campo de trabalhos forçados, após ficar internado por vários meses em um hospital de Pyongyang por causa de seu delicado estado de saúde.

O missionário, que trabalhava como operador de turismo na região da fronteira da China com a Coreia do Norte, foi detido em novembro de 2012 e sentenciado a 15 anos de trabalhos forçados por violar o artigo 60 da Constituição do país, o que implica cometer um crime com o objetivo “de derrubar o regime”.

Robert King deveria ter viajado em agosto do ano passado para Pyongyang para tentar negociar a libertação de Bae, também conhecido por seu nome coreano Bae Joon-ho.

No entanto, o regime de Kim Jong-un cancelou seu convite para King em protesto pelo uso de aviões B-52, capazes de fazer ataques nucleares, por parte de Washington em manobras conjuntas com Seul na península coreana.

A libertação de Bae pode representar um passo adiante para que Washington e Pyongyang retomem os contatos e tentem reiniciar as negociações para a desnuclearização do regime norte-coreano, estagnadas desde 2008. EFE