Análise das caixas-pretas do avião caído em Taiwan revela sons estranhos

  • Por Agencia EFE
  • 01/08/2014 08h02

Taipé, 1 ago (EFE).- As duas caixas-pretas do avião da companhia aérea TransAsia que caiu em Taiwan no último dia 23 de julho, causando a morte de 48 pessoas, revelam vários sons estranhos, segundo os resultados preliminares das investigações apresentados nesta sexta-feira pelo Conselho de Segurança Aérea da ilha.

O primeiro dos ruídos ocorreu dois segundos depois que o piloto ter pedido para dar uma volta antes de aterrissar, quando o avião, do modelo ATR-72, sobrevoava uma zona florestosa próxima ao aeroporto de Makong, situado na capital das ilhas de Penghu, também chamadas de Pescadores.

O segundo som anormal foi registrado depois que o piloto pediu permissão para dar outra volta antes de aterrissar, assinalou o diretor do conselho, Wang Hsing-chung, ao apresentar os resultados e ao esclarecer que não podiam detalhar os sons citados pelo fato da investigação seguir em curso.

Na região onde o primeiro som foi detectado, as equipes de resgate encontraram depois mais de 20 peças dos destroços do avião, acrescentou Wang.

Analistas em Taiwan acreditam que o avião tenha se chocado contra algumas árvores na zona florestosa antes de cair contra edifícios residenciais próximas ao aeroporto, supostamente por não ter conseguido abortar a aterrissagem e realizar uma nova decolagem.

O avião, que realizava o voo GE222 da TransAsia, caiu após abortar uma aterrissagem e dar uma volta no ar. Na ocasião, o piloto do avião enfrentava condições meteorológicas adversas causadas pela passagem do tufão Matmo.

Um relatório preliminar sobre o acidente será apresentado tanto ao governo taiuanês como à Organização de Aviação Civil Internacional no final de agosto, disse Wang.

Outro relatório mais detalhado estará disponível no final deste ano, enquanto o relatório final deverá ser entregue no prazo 18 meses, acrescentou.

Por outro lado, os registros das conversas dos pilotos com a torre de controle do aeroporto de Makong revelaram que o piloto pediu dar duas voltas antes de aterrissar e que não emitiu nenhum sinal de iminente de desastre antes do acidente.

O piloto não pediu aterrissar em uma pista diferente à prevista, assinalaram hoje funcionários da Administração de Aviação Civil de Taiwan.

Outros voos conseguiram aterrissar nesse mesmo dia no aeroporto de Makong, onde as condições atmosféricas atendiam os requisitos mínimos para liberação do voo, assinalou o órgão citado.

Especialistas da França e Canadá participam das investigações sobre as causas do acidente, já que o avião foi fabricado pela companhia franco-italiana ATR e seu motor pela canadense Pratt and Whitney. EFE