Anvisa interdita produtos dos frigoríficos Peccin, Transmeat e Souza Ramos

  • Por Estadão Conteúdo
  • 28/03/2017 11h41
BRA115 LAPA (BRASIL), 21/03/2017 - Detalle de personal de la línea de producción de la compañía del grupo cárnico JBS Seara en la ciudad de Lapa, estado de Paraná, Brasil, la cual fue inspeccionada por el ministerio de Agricultura de Brasil, Blairo Maggi, hoy martes 21 de marzo de 2017. Según la policía, varias de las principales cárnicas del país, entre ellas JBS y BRF, con la complicidad de fiscales sanitarios corruptos, "maquillaron" con productos químicos carnes que estaban en mal estado y no cumplían con los requisitos para la exportación.EFE/Joédson AlvesFrigorífico - EFE

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar, em todo o País, de todos os produtos elaborados por algumas unidades de três frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal. A interdição da Anvisa abrange os produtos do Transmeat Logística Transportes e Serviços (SIF 4644) em Balsa Nova (PR); do Souza Ramos (SIF 4040) em Colombo (PR); e Peccin Agro Industrial (SIF 2155) em Curitiba (PR) e (SIF 825) em Jaraguá do Sul (SC).

A decisão da Anvisa está publicada em resolução no Diário Oficial da União (DOU) e vale por 90 dias. As companhias punidas pela agência sanitária também são alvo de processo de recall do Ministério da Justiça e fazem parte do grupo de estabelecimentos interditados pelo Ministério da Agricultura. 

Há duas semanas, logo depois da operação da PF, o Ministério da Agricultura fechou três unidades: Peccin em Curitiba (PR), Peccin em Jaraguá do Sul (SC) e a planta da BRF em Mineiros (GO) A lista cresceu para seis unidades, com o acréscimo de Souza Ramos em Colombo (PR), Laticínios SSPMA em Sapopema (PR) e Farinha de Carnes Castro em Telêmaco Borba (PR). Além desses, o Transmeat, de Balsa Nova (PR), é alvo de interdição parcial pela Agricultura, só de uma linha de produção de carnes temperadas.

Sobre as ações dos ministérios da Agricultura e da Justiça, o frigorífico Souza Ramos informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a unidade foi auditada há quatro meses e o ministério autorizou a venda dos produtos. “Temos laudo de todo o produto que é retirado da empresa, com quantidade normal de amido e por lei. O Souza Ramos trabalha com a legislação, fomos auditados há quatro meses pelo mesmo MAPA que nos deu autorização”, informou.

Já a Transmeat relatou não ter sido informada sobre qual linha nem qual lote de produtos teriam de ser substituídos. Além disso, a companhia recorreu à Justiça por meio de um mandado de segurança para poder reverter o recall determinado pelo Ministério da Justiça.

A empresa Peccin mantém apenas um comunicado no site no qual nega as irregularidades.