Após quatro anos de queda, número de famílias em pobreza extrema cresce em 2015

  • Por Jovem Pan
  • 02/12/2016 12h13
Fernando Frazão/Agência BrasilAumento da pobreza com desemprego e recrudescimento da pandemia pressiona governo para aprovação de novos estímulos sociais

O percentual de famílias que vivem com renda per capita inferior a ¼ do salário mínimo voltou a crescer em 2015, após apresentar queda nos últimos quatro anos. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) baseados na Síntese de Indicadores Sociais (SIS).

A “pobreza extrema” é identificada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) por aquelas famílias com renda de até ¼ do salário mínimo. Já aquelas que possuem renda de até meio salário estão na chamada “pobreza absoluta”. Entre 2014 e 2015 o salário mínimo foi ajustado para R$ 788,00.

De acordo com os números apresentados pelo IBGE, o maior crescimento se deu nas famílias de pobreza extrema, representando um aumento de 8% para 9,2%. Em 2015, o número de casas que viviam com até meio salário era de 27%, enquanto em 2013 era de 25,8%.

Ainda segundo o IBGE, a queda poderia ter sido ainda mais significativa, já que não houve a correção de pensões e benefícios atrelados ao salário.