Argentina põe tema dívida soberana no texto final do G20 e o levará à ONU

  • Por Agencia EFE
  • 16/11/2014 11h18

Brisbane (Austrália), 16 nov (EFE).- A Argentina conseguiu a inclusão do problema da dívida soberana no comunicado final do G20 e agora levará sua campanha contra os chamados “fundos abutres” à ONU, disse neste domingo o ministro das Relações Exteriores do país, Héctor Timerman.

“Estou viajando para as Nações Unidas amanhã para me reunir com os representantes da Assembleia Geral, da União Africana, do CELAC e do G77+China para discutir todos os elementos que foram falados aqui no G20 e continuar avançando no tema da dívida”, comentou Timerman em declarações a jornalistas ao término da cúpula do G20 na cidade de Brisbane, na Austrália.

O chanceler destacou que a inclusão no comunicado do G20 do problema dos litígios é importante não só para a Argentina, como para “todos os países afetados pela emissão de dívida”.

Por sua vez, o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, afirmou que está “extremamente de acordo” porque “pela primeira vez na história do G20 foi colocado no comunicado final” o problema dos “fundos abutres”.

No ponto 12 do comunicado final, os membros do G20 parabenizam o progresso realizado no “reforço da disciplina e a previsibilidade dos processos de reestruturação da dívida soberana”.

Além disso, no anexo de “Assuntos para maiores ações”, há uma reflexão em torno dos “desafios que os litígios representam e a fim de reforçar a ordem e a previsibilidade dos processos de reestruturação das dívidas soberanas”.

Nesse sentido, o G20 reitera sua satisfação pelo trabalho internacional em relação à adoção de ações coletivas e em torno das cláusulas “pari passu”, que obriga um pagamento simultâneo a todos os credores.

No comunicado final, os países do G20 pediram a seus ministros de Finanças e governadores dos bancos centrais a continuarem analisando esse problema.

“O caso da Argentina serviu para mudar a história das dívidas soberanas”, ressaltou Kicillof, após ressaltar que agora resta abordar essas questões nas Nações Unidas. EFE

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