Ataque de muçulmanos armados na Nigéria deixam 30 mortos

  • Por Agencia EFE
  • 07/01/2014 08h41

Lagos, 7 jan (EFE).- Um grupo de homens armados muçulmanos matou pelo menos 30 pessoas em um ataque em Shonog, cidade de granjeiros cristãos no centro da Nigéria, onde também 25 residentes ficaram feridos e 40 casas foram incendiadas.

O ataque aconteceu na segunda-feira na região de Riyom, no Estado de Plateau, onde são frequentes este tipo de ataques étnico-religiosos, informou nesta terça-feira o jornal local “Punch”.

Grupos de pastores das etnias muçulmanas hausa e fulani enfrentam granjeiros cristãos com frequência neste Estado.

Vários homens armados invadiram a cidade por volta das 7h local (4h, em Brasília), quando muitos homens tinham deixado suas casas para trabalhar nas fazendas.

Os muçulmanos dispararam indiscriminadamente contra os moradores da cidade, onde mataram principalmente mulheres e crianças.

Mark Lipido, diretor da ONG local Stefanos Foundation, assegurou que o número de falecidos pode ser superior a 30, já que muitos residentes se refugiaram, após serem feridos, nas florestas próximas.

“As informações que nos chegam indicam que os fulani atacaram Shorong. Nossas fontes nos indicam que foram encontrados cerca de 30 corpos na cidade e nas imediações”, indicou.

“Os habitantes estão vendo, sem poder fazer nada, como os soldados não atuaram porque não pediram que atuem”, lamentou.

Não em vão, o ataque aconteceu apesar da presença de militares nigerianos das Forças Especiais, desdobrados na zona para manter a paz no Estado de Plateau.

O porta-voz das Forças Especiais, Salisu Mustapha, disse que o elevado número de atacantes atrasou a resposta dos soldados.

“Os soldados tiveram que solicitar reforços porque eram muitos atacantes”, declarou Mustapha.

Segundo o comandante, só morreram seis pessoas e outras seis ficaram feridas no ataque.

Os enfrentamentos étnico-religiosos são frequentes nesta região central da Nigéria, onde morreram milhares de pessoas nos últimos anos.

A luta pela apropriação dos recursos naturais entre pastores muçulmanos e granjeiros cristãos é uma das principais causas desta violência, na qual concorrem pelo pasto e a água. EFE